TRIBUNAL

do SANTO OFÍCIO

da

RIAPA

Ninguém escapará à JUSTIÇA do Comandante Guélas!

Descobrimos todas as Fraudes!

 

 

Pasta
Processo
1
Incidentes em Matosinhos
2
O Processo "Casa das Pias"
3
Julgamento do 25 de Abril de 1974
4
Julgamento do Senhor Luis Rainha
5

Diálogos Secretos - I

Com o Filho Secreto do Arafat o senhor Ratinho Blanco

6

Diálogos Secretos - II

Entre Carvalhas e Cunhal

7

Diálogos Secretos - III

Entre Paes do Amaral e Marcelo

8

Conversas Secretas

Com os Agentes Cavaleiro, Zé do Fotógrafo e Ligóia.

9

Escutas Telefónicas

Feitas pelo S.I.R

10

Envelope 9

Apenso V

O verdadeiro conteúdo das Disquetes

11
Documento apreendido no "Diário" de um cliente do Parque Eduardo VII em que acusa o repórter Kricas de trabalhar para a rede de Pedófilia
12
A Verdade sobre Camarate
13
Ficheiros Secretos
14
A Golpada dos Manos
15
O Processo "Oeiras Local"
16
Reformados de Luxo
17

Inquérito à ausência dos Deputados na sessão da Páscoa

OPERAÇÃO "MANJEDOURA"

18
As Trovas do Cerejo
19
O CASO ASCENSO
20

O Processo "Casa das Pias" da França do séc. XV

21
O Caso Qana
22
As Festas Secretas dos Famosos
23
O Fim do Kim
24
O Desastre de Mbuzini
25
Eufémia, uma Camponesa do Cais do Sodré
26
Delgado, a vítima de Alegre & Companhia
27
Aristides, o Embaixador Traficante
28
Pantera Negra / Pantera Branca
29
Augusto Pinochet Ugarte - O Salvador do Chile
30
A Ciência do Enforcamento - Manual
31

Diálogos Secretos - IV
Entre o João e o Domingos

32
Anita, a arguida do Bloco
33
Na Pista do Zé D'Orey
34
O Engenheiro Sem Canudo
35
A Quadrilha do Janeca
36
Gang dos McCann
37
A Doença de Minamata.
38
O Ateliêr dos "Encantadores de Cobras"
39
O Caso do Inglês Morto

(clique na imagem para continuar)

"Espelho de duas faces

plana e curva

numa te afirmas

noutra te negas

em ambas te crês"

Pierre Pomme-de-Terre

 

(clique nas imagens)

«Bendita seja a dor. Amada seja a dor. Santificada seja a dor... Glorificada seja a dor!» «Se sabes que essas dores - físicas ou morais - são purificação e merecimento, bendi-las.» «Contigo, Jesus, que agradável é a dor e que luminosa a obscuridade!» «Não esqueças que a Dor é a pedra de toque do Amor.»

Marquês de Sande

Se quiser fazer uma pesquisa aos nossos congéneres dos EUA vá ao Departamento de Estado

 

 

 

Tenente Proveta

S.I.R.

Serviços de Informações da RIAPA

Um Paço Arquiano ao Serviço duma Causa

Quando a Segurança da Pátria está em risco Proveta é a solução!

"Vê como um Todo, pensa como um Todo, ouve como um Todo"

Marreco

 

POLÍCIA DO PENSAMENTO

O Curso de Policia do Pensamento é dirigido por Sua Excelência o General Tubarão tendo como fim detectar
os excessos da Esquerda Ressabiada.
Uma das mais sérias preocupações dos Inquisidores são as Ideias, as Palavras e as Imagens.
O Tribunal Inquisitorial funciona com carácter
permanente na R. das Pias, nº3A, Terrugem, sendo as
penas cumpridas de imediato.

O maior crime é a Blasfémia contra a RIAPA.
É dever de todos os Cibernautas denunciar os Comunas, os Anti-Semitas e os Heréticos (os que dizem mal do Comandante Guélas).
Os
Inquisidores são a guarda avançada dos Dogmas da Riapa. São os Policias do Pensamento.

PENAS

De Carácter Espiritual

 

Grau 1 - passar 30 dias com o irmão do Milhas, o Taka e o Grilo, numa Tertúlia Intelectual num banco do jardim, com o João Gordo a olhar para eles do outro lado da rua.


Grau 2 - Visitas de Cortesia da RIAPA ao Blog a que o condenado pertence, e dormir durante um mês com os pés do Conan a servirem de almofada.


Grau 3 - excomunhão da Net.

 

De Carácter Material

Grau 1 - visitas do Grilo nos comentários do Blog condenado, durante os dias estipulados pelo juiz.


Grau 2 - FOGUEIRA - o condenado é entregue ao Ánhuca, que acende um isqueiro BIC e lança para a chama o báfo.

"Os Blogs de Esquerda corroem a Sociedade, sendo eles uma barreira e um elemento inibidor"
Comandante Guélas

 

Congregatio de Propaganda Fide

A Polícia de Investigação e Defesa da RIAPA

Vem Manipular e Massificar para controlares a Net. O Comandante Guélas quer criar estruturas e adoptar condutas na Net.

Programa do Curso

1º Ano - Aprender a Identificar o Comuna e a vesti-lo com as roupas da Getrudes que estão na Casa do Algarve; dar aos Blogs Comunas noções básicas de higiene iguais às do Ratinho Blanco.

2º Ano - Aprender a Identificar o Inimigo, que deverá ser sempre Comuna e de preferência um Comuna-Caviar.

3º Ano - Depois de saber Identificar o Comuna-Caviar, e saber vesti-lo com as roupas da Getrudes do Algarve, vais aprender a servi-lo na Casa de Passe da Valéria.

Estabelece-se assim um Sistema de Articulação entre os principais colaboradores do Comandante Guélas, assentes em reuniões e almoços de trabalho no "Tino", com o fim de melhorar a imagem de marca do Ratinho Blanco.

 

 

 

PASTA Nº 1

Incidentes em Matosinhos

Transcrição dos Registos Áudio da Comissão de Inquérito sobre os Incidentes em Matosinhos

Aos Nove Dias do Mês de Agosto do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de Dois Mil e Quatro, realizou-se o Inquérito da RIAPA sobre os Incidentes em Matosinhos, entre dois Gangs do PS (Panascas de Sacavém), que levou à morte do senhor Sousa dos Frangos, mais conhecido como “O Homem da Orelha Anã”. Foram interrogados os senhores Narciso Cu-à-Banda e Manuel Se-Ábra. O Senhor Tenente Proveta, representante do Tribunal do Santo Ofício da RIAPA conduziu o Interrogatório.

Registo nº 1

General Tubarão – Eu, Tubarão dos Arcos, General do Exército Imperial, declaro, por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guélas, aberta a Comissão de Inquérito do Tribunal do Santo Ofício da RIAPA. Serão ouvidas as seguintes pessoas:

- Senhor Narciso Cu-à-Banda (profissão indefinida)
- Senhor Manuel Se-Ábra (profissão indefinida)

como suspeitos da morte do senhor Sousa dos Frangos e

- Dr. Velhinho (Psicólogo Clínico da RIAPA)
- Dr. Bajoulo (Médico Legista)
como técnicos de apoio ao Tribunal.

Tem a palavra o Senhor Tenente Proveta.

Tenente Proveta – Chamo o Dr. Velhinho. Dr. Velhinho, pode explicar a esta Comissão porque é que o senhor Narciso Cu-à-Banda tem uma voz fininha?
Dr. Velhinho – Nas análises sanguíneas que lhe fizemos, foram detectadas muitas hormonas femininas.
Tenente Proveta – Este facto poderá influenciar o seu comportamento sexual?
Dr. Velhinho – Sim, ter uma forte inclinação para pessoas do mesmo sexo. Aliás, numa pesquisa que fizemos ao seu passado escolar, descobrimos que lhe foi dada a classificação de “Pega de Empurrão” (Escala Sexual do Cabrita), no Liceu, durante os “Teste Psicotécnicos” aplicados à População Escolar.
Tenente Proveta – Ainda se aplica essa “Escala Sexual do Cabrita”?
Dr.Velhinho – Não, depois do 25 de Abril foi substituída pela “Escala Sexual do Zé de Porto Salvo”.
Tenente Proveta – Explique a esta Comissão, sucintamente, a “Escala Sexual do Cabrita”.
Dr. Velhinho – Era constituída por 6 parâmetros:


A – Pega de Empurrão
B – Pega à Manivela
C – Urina Sentado
D – Bufa-se sem Barulho
E – Cruza as pernas quando se senta
F – Comportamento Sexual Normal


Tenente Proveta – Então o senhor Narciso Cu-à-Banda apanhou a classificação mais alta?
Dr. Velhinho – Correcto. Não deixa dúvidas quanto às suas preferências sexuais.!
Tenente Proveta – E em relação ao senhor Manuel Se-Ábra?
Dr. Velhinho – As análises sanguíneas não detectaram nada, foi sujeito aos mesmos “Testes Psicotécnicos” na altura do Liceu, sendo classificado com um “C”.
Tenente Proveta – Obrigado Dr. Velhinho, pode sentar-se.

Registo nº 2

 

Tenente Proveta - Chamo o senhor Manuel Se-Ábra. O senhor foi às Peixeiras de Matosinhos comprar peixe?
Manuel Se-Ábra – Não, senhor Capitão, eu não compro daquele peixe. É todo pescado no Jamor. Eu fui dar apoio ao senhor Sousa dos Frangos.
Tenente Proveta – Dar apoio?
Manuel Se-Ábra – Protegê-lo das peixeiras.
Tenente Proveta - Protegê-lo? Porquê?
Manuel Se-Ábra – Fui informado de que as peixeiras lhe queriam fazer a folha!
Tenente Proveta – “Fazer a Folha”?
Manuel Se-Ábra – Constava na Concelhia do PS (Panascas de Sacavém) que ele tinha uns enormes Túbaros, para compensar a orelha anã. A Natureza faz estas compensações! Pensámos que se alguém lhe devia pesar os Túbaros, seria a Concelhia.
Tenente Proveta – E como é que os pensava pesar?
Manuel Se-Ábra – Com as mãos e o nariz!
Tenente Proveta – E chegou a pesá-los?
Manuel Se-Ábra – Quando pus as mãos também lá estavam as do Narciso Cu-à-Banda, que me empurrou. Não tive tempo de tirar as mãos e dei um valente puxão nos Túbaros do senhor Sousa dos Frangos.
Tenente Proveta – Pode sentar-se.

Registo nº 3

Tenente Proveta – Chamo o senhor Narciso Cu-à-Banda. Senhor Narciso, porque é que foi à Lota?
Narciso Cu-à-Banda – Porque sabia que o “Cu de Senhora”, o senhor Manuel Se-Ábra, ia lá fazer a sua campanha com as peixeiras.
Tenente Proveta – Campanha?
Narciso Cu-à-Banda – A campanha do “Peso dos Túbaros”. Se alguém os tinha de pesar, tinha de ser a Câmara.
Tenente Proveta – E chegou a pesá-los?
Narciso Cu-à-Banda – Quando pus as mãos, também estavam lá as do Manuel Se-Ábra. Ele deu-me um empurrão e eu caí, não tendo tempo para as tirar.
Tenente Proveta – Pode sentar-se.

Registo nº 4

Tenente Proveta – Chamo o Dr. Bajoulo, Médico Legista do Centro de Saúde “Irmã Quitéria Barbuda”, da Terrugem. Dr. Bajoulo, confirmaram-se os Túbaros do senhor Sousa dos Frangos?
Dr. Bajoulo – Uns autênticos melões, senhor capitão. É por isso que ele andava inclinado para a frente.
Tenente Proveta – Ambos os suspeitos disseram a esta Comissão que lhe puxaram violentamente os Túbaros. Isso pode ser a causa da morte?
Dr. Bajoulo – Eles não tinham somente as mãos nos Tubaros, estavam abraçados a eles. Aqueles Túbaros numa situação normal chegavam aos joelhos e quando o “presunto”, perdão…o senhor Sousa dos Frangos me foi entregue, vinha com eles a arrastar no chão. Os meus auxiliares chamaram-lhe logo “o passarinho ui ui com a orelha anã”. Os suspeitos de certeza que só os largaram quando se aperceberam que o homem estava frio.
Tenente Proveta – Obrigado pelos seus esclarecimentos, que foram muito úteis.

Registo nº 5

Tenente Proveta – Senhor Narciso Cu-à-Banda, afinal não foram só as mãos. Tem alguma coisa a declarar?
Narciso Cu-à-Banda – Eu sou um obcecado por Túbaros. Na minha infância, quando ia para a quinta dos meus avós, adorava os bois de cobrição. Eu sou um homem doente que necessita de tratamento. Peço clemência ao Comandante Guélas.
Tenente Proveta – Fico contente com a sua confissão, será tomada em conta. E o senhor Manuel Se-Ábra, tem alguma coisa a declarar?
Manuel Se-Ábra – Eu tenho um apetite por tenrinhos e quando soube que o Narciso ia pesar os Túbaros ao senhor Sousa dos Frangos, não quis ficar atrás em termos políticos. Peço ajuda à Comissão, salvem-me do Monomamalhudo do PS, que me anda a desencaminhar outra vez para o Restelo.
Tenente Proveta – Dr. Velhinho, o senhor Se-Ábra está um pouco confuso!
Dr. Velhinho – Está completamente confuso. Fala de coisas que parecem reais, mas que não têm ligação com este caso.
Tenente Proveta – Declaro encerrada esta Comissão, a sua Acta será entregue ao Exmo. Comandante Guélas que proferirá uma decisão.

Registo nº 6

General Tubarão - Em nome do Exmo Comandante Guélas, Potestade da Net, declaro os senhores Narciso Cu-à-Banda e Manuel Se-Ábra culpados da morte do senhor Sousa dos Frangos, sem o terem desejado. Serão internados na Clínica de Saúde Mental “Irmão do Milhas”, rua das Pias, nº 44, 2890-153, Cantinho das Putas Velhas, Fontainhas. Durante o tempo de internamento estarão sempre acompanhados pelo irmão do Milhas.

 

PASTA Nº 2

PROCESSO CASA DAS PIAS

PROCESSO CASA DAS PIAS

Segundo o Correio da Manhã de hoje, “Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária (PJ), mandou instaurar um processo disciplinar aos inspectores que investigaram o processo de pedofilia da Casa Pia, Rosa Mota e Dias André, que, em Tribunal, acusaram o director Artur Pereira de interferir na investigação para proteger Carlos Cruz.
Ainda segundo o jornal, “O Tribunal da Relação de Lisboa considerou ilegais as buscas e apreensões à Redacção do ‘24Horas’ no âmbito do caso ‘Envelope 9’. Rodrigues Simão e Telo Lucas (relator), dois dos três juízes que assinam o acórdão da 3.ª secção, tiveram também intervenção na libertação e na não pronúncia de Paulo Pedroso no âmbito do megaprocesso de pedofilia da Casa Pia.
Simão presidiu ainda ao colectivo que confirmou a decisão da juíza de instrução de não levar o ex-deputado a julgamento e, a par de Telo Lucas, decidiu soltar Jorge Ritto em Abril de 2004.•
Ontem, os mesmos desembargadores deram parcial provimento ao recurso dos jornalistas do ‘24horas’ e declararam a nulidade das buscas e das apreensões efectuadas no âmbito do inquérito ‘Envelope 9’ instaurado pela Procuradoria.”


Varela, o Procurador que arquivou o processo de Cascais, na mesa de honra da candidatura do PS local às eleições autárquicas.

"Artur Costa, juíz conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça vai ser o próximo PGR", confidenciou-nos uma fonte fidedigna, o informador do TSOR (Tribunal do Santo Ofício da RIAPA) Ratinho Blanco, na esquina da "Casa do Adro", e continuou. - "De início pensei que era o menino Artur, mas esse está a treinar o Vila Franca. Também surgiu o nome do Carvalho, mas eu avisei-os que esse era cliente habitual nas festarolas clandestinas, feitas pelo Hórus na Quinta do Leacoke" e eu ameacei-os pôr a boca no trombone. É que eu tenho um filho a estudar na Casa Pia, e até agora está com o cu inteiro".

Escuta telefónica entre o Pedroso e o Simões

Asqueroso - O cruz é que lá continua com as suas campanhas (referindo-se às manipulações na comunicação social e a compra de espaço em publicações). Comprou a capa da revista "Focus".
Juiz - Ele comprou muito mais do que isso, comprou toda a revista.
Pedroso - A estratégia dele é descredibilizar os putos e de se atirar à Catalina.

Outras...

Paulo Asqueroso - Eh pá, já fiz o contacto... Disse que ia falar imediatamente com o procurador do processo, com o Guerra"

António Bosta - "Pá, talvez o teu irmão... seja a altura de procurar o Guerra"

João Asqueroso - "O João Guerra está incontactável... ’Tá numa reunião... Mas penso que é aquela que nós sabemos"

Paulo Asqueroso - "O procurador-geral disse ao António que achava que já tinha ido tudo para o TIC". Tens de amansar o Guerra para ele ficar como os outros, que arquivam de cada vez que nós mandamos. Quantos aos miúdos, estou-me cagando, sempre foram descartáveis.

 

E mais...

Senhora Matos - Estou?
Asqueroso - Inspectora?
Senhora Matos -
Dr. João, já falei com a Antónia. Pode ligar-lhe.

Antónia - Sim?
Asqueroso - Daqui fala
o Janeca o irmão daquele que partiu a bilha ao seu filho. Dou-lhe 1000 contos e o petiz cala-se!

O Moita e o Cus

O Cus contratou o Moita, antigo inspector da PJ, para perturbar a investigação. Este tentou um encontro de negócios entre o novo patrão e o namoradeiro.

O Protector do Cus

Transcrição dos Registos Áudio do Interrogatório aos "Comedores de Franguitos de Belém", que levaram ao aparecimento de miúdos com o CU em Forma de Couve-Flôr, na região de Belém.

Audição nº 1

A RIAPA torna público este Interrogatório em nome do Interesse Nacional e da Democracia do Exmo. Comandante Guélas, com o objectivo de travar a tentativa de golpe palaciano sobre a independência do poder judicial, orquestrada pela "Rede de Comedores de Franguinhos de Belém", que domina o Estado Português e pretende dominar a RIAPA.

AVISO: Contém Cenas de Sexo Explícito entre um Adulto e uma Criança !

Aos 11 Dias do Mês de Setembro do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de Dois Mil e Quatro, realizou-se o Interrogatório dos senhores António Sapão de Ferro e de Paulo Asqueroso, mandado instaurar pelo Exmo. Comandante Guélas, Potestade da Net, em virtude destes indivíduos terem sido vistos na companhia de "Franguitos de Belém", durante vários anos.

Registo nº 1

General Tubarão - Eu, Tubarão dos Arcos, General do Exército Imperial, declaro, por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guélas, aberto o Interrogatório do Tribunal do Santo Ofício da RIAPA. Tem a palavra o Senhor Tenente Proveta.
Tenente Proveta - Por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guélas são apresentados, no Tribunal do Santo Ofício da RIAPA, dois indivíduos de nomes António Sapão de Ferro e Paulo Asqueroso, com profissões indefinidas, com a acusação de "Abuso de Franguitos de Belém". Foram convocadas as seguintes pessoas:

- Professor Doutor João da Quinta (Técnico de Apoio ao Tribunal)

- Jornalista Escoto (Jornalista Oficial da RIAPA)

- Senhor BóBó (Denunciante)

- Franguinho nº 1 (nome oculto)

- Franguinho nº 2 (nome oculto)

- Franguinho nº3 (nome oculto)

Registo nº 2

Auto de Inquirição de Testemunhas

Tenente Proveta - Chamo o Franguinho nº 1. Tu conheces estes senhores, o António Sapão de Ferro e o Paulo Asqueroso?
Franguinho nº 1 - Conheço o Asqueroso!
Tenente Proveta - De onde os conheces?
Franguinho nº 1 - Da "Churrascaria dos 3 Frangos" e do Consultório do Dr. Perdiz.
Tenente Proveta - E o que iam vocês fazer à "Churrascaria dos 3 Frangos" e ao "Consultório do Dr. Perdiz"?
Franguinho nº 1 - Na Churrascaria o tio Asqueroso dava-me explicações de Sociologia e no Consultório o tio Perdiz inspeccionava-me o pandeiro, à procura de ovos.
Tenente Proveta - Sociologia na tua idade?
Franguinho nº 1 - (risos)...festas...no meu franguinho...queria que eu fizesse festas no dele...pôs-mo na boca...foi-me ao pandeiro...e largou leite.
Tenente Proveta - Fica Registado e Lacrado para Memória da História Paço-Arquiana o seguinte Depoimento:

"O senhor Paulo Asqueroso ordenou ao Franguinho nº 1 que manipulasse o seu pénis, ao mesmo tempo que ele manipulava o pénis do Franguinho. Quando o seu pénis estava erecto, introduziu-o na boca do Franguinho, aí o tendo friccionado. De seguida introduziu o pénis erecto no ânus do menor aí o tendo friccionado até ejacular".

Tenente Proveta (continuação) - Franguinho nº 2, conheces estes senhores?
Franguinho nº 2 - Conheço os dois!
Tenente Proveta - Quem são?
Franguinho nº 2 - Aquele gordo com a cara do Jába é o tio Sapão e o com cara de Ánhuca é o tio Asqueroso, a quem nós chamamos o "Cuecas de Buda".
Tenente Proveta - Tens a certeza que são eles?
Franguinho nº 2 - Com caras daquelas, é impossível haver outras! O Jába é conhecido pelo "Pinga Pouco", pois demorava-se até cuspir. Babava-nos as costas todas. O "Cuecas de Buda" tem uma cabeça em forma de cubo e uma voz de "joaninha". Dizia-nos sempre que se nós dissessemos alguma coisa, ninguém iria acreditar, pois ele tinha uma namorada deputada e andava quase sempre de mão dada com ela. Não a beijava, pois ela poderia sentir o sabor das nossas sardas.
Tenente Proveta - O senhor António Sapão de Ferro também dava explicações?
Franguinho nº 2 - Em grupo, gostava e gosta de turmas!
Tenente Proveta - Turmas?
Franguinho nº 2 - Queria sempre 3 a 4 Franguinhos. Era um glutão!
Tenente Proveta - Senhor Bóbó, confirma esta versão do Franguinho nº 2 ?
Senhor Bóbó - Sim, era a mim que ele telefonava a pedir "Franguinhos de Belém" e "Pizzas Gregas"...
Tenente Proveta - "Pizzas Gregas"?
Senhor Bóbó - Enganei-me, "Pizzas Gregas" eram para outros!
Tenente Proveta - Relembro ao senhor Bóbó que está no Tribunal do Santo Ofício da RIAPA, e tudo o que fica gravado tem de ser explicado. Quer que eu chame o Comandante Guélas ?
Senhor Bóbó - Não, não, eu explico. Há um senhor que é Artista de Rádio e Televisão, que tem um Barco e que costuma fazer cruzeiros com um amigo, o MontaChicos. Quando chegam às ilhas gregas, atestam o paquete de "Franguinhos gregos". Agora vão mais para os lados das ilhas do Seixal. A Revista "Novos Bimbos" fotografou-os com os "Franguinhos Gregos" ao colo e eles tiveram de chegar a um acordo: o Senhor da Rádio e da Televisão prometeu apresentar de borla o programa da entrega de prémios dessa revista, durante 10 anos.
Tenente Proveta - Fique Registado e Lacrado para Memória da História Paço-Arquiana o seguinte Depoimento:

"O senhor Bóbó confirmou que o senhor António Sapão de Ferro entrava em contacto com ele a pedir que lhe levasse sempre 3 ou 4 Frangunhos de Belém".

Tenente Proveta - E o que tem a dizer do senhor Paulo Asqueroso ?
Senhor Bóbó - Ele veio depois, trazido pelo padrinho Sapão. Acho que ele foi abafado primeiro. O Asqueroso gostava muito de recitar poemas quando estava a abafar um Franguinho.
Tenente Proveta - Senhor Bóbó, algumas vezes ouviu os Franguinhos referirem marcas anatómicas do Senhor Paulo Asqueroso ?
Senhor Bóbó - Numa das nádegas tem uma mancha acastanhada. Os Franguinhos diziam, a gozar, que a namorada não lhe limpava o cu. Chamavam-lhe o "Cuecas Borradas".
Tenente Proveta - E mais alguma coisa ?
Senhor Bóbó - Eles diziam que ele era simpático e que tinha a sarda curta. Doia-lhes menos do que certos cagalhões.
Tenente Proveta - Sabia que o senhor Paulo Asqueroso tinha um aparelho nos dentes ?
Senhor Bóbó - Até podia estar de máscara e tubo. Os quartos estavam praticamente às escuras e os putos estavam de costas.

Tenente Proveta - Franguinho nº 1, para além da marca, serias capaz de identificar o senhor Paulo Asqueroso por outro sinal ?
Franguinho nº 1 - A voz, tem voz de gaja e se estiver de costas conheço-lhe a cabaça.
Tenente Proveta - Chegaste a ter explicações em Elvas ?
Franguinho nº 1 - Sim, eu e o Franguinho nº 3.
Franguinho nº 3 - Não era em Elvas, era num Castelo no Alentejo e havia lá muitos explicadores. Iamos num Citroen Méhari Amarelo.
Tenente Proveta - Carro amarelo ? E onde se encontravam ?
Franguinho nº 3 - Com o Charlot, junto ao cinema de Paço de Arcos. O explicador morava aí ao pé.
Franguinho nº 1 - O rapaz era sobrinho dum ministro da altura. Estava sempre a falar do tio gordo e óculos, que era ministro do Cavá.
Tenente Proveta - Um ministro de óculos e gordo ?
Senhor Bóbó - Gordo e também asqueroso. Agora tem uma Escolinha em Luanda. Prefere "Morcegos de Luanda".
Tenente Proveta - Fica Registado e Lacrado para Memória da História Paço-Arquiana o seguinte Depoimento:

"O Franguinho nº 3 nunca foi a Elvas, mas sim a um Castelo no Alentejo, com um indivíduo ainda não identificado, que tinha na altura um carro da marca Citroen - Mehari, côr amarela".


 

PROCESSO CASA DAS PIAS

Transcrição dos Registos Áudio do Interrogatório aos "Comedores de Franguitos de Belém", que levaram ao aparecimento de miúdos com o CU em Forma de Couve-Flôr, na região de Belém.

Audição nº 2

A RIAPA torna público este Interrogatório em nome do Interesse Nacional e da Democracia do Exmo. Comandante Guélas, com o objectivo de travar a tentativa de golpe palaciano sobre a independência do poder judicial, orquestrada pela "Rede de Comedores de Franguinhos de Belém", que domina o Estado Português e pretende dominar a RIAPA.

Aos 13 Dias do Mês de Setembro do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de Dois Mil e Quatro realizou-se o Interrogatório dos Senhores Paulo Asqueroso, António Sapão de Ferro e Manecas Abrunho, mandado instaurar pelo Exmo. Comandante Guélas, Potestade da Net, em virtude dos dois primeiros indivíduos terem sido vistos a rondar a capoeira do terceiro, na região de Belém.

Registo nº 1

General Tubarão - Eu, Tubarão dos Arcos, General do Exército Imperial, declaro, por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guélas, aberto o Interrogatório do Tribunal do Santo Ofício da RIAPA. Tem a palavra o Senhor Tenente Proveta.
Tenente Proveta - Por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guélas foram apresentados, no Tribunal do Santo Ofício da RIAPA, três indivíduos de nomes António Sapão de Ferro, Paulo Asqueroso e Manecas Abrunho, os dois primeiros com profissões indefinidas e o terceiro Vice-Provador de uma capoeira de Franguinhos, em Belém, com a acusação de "Abuso de Franguitos. Foram convocadas as seguintes pessoas:

- Professor Doutor João da Quinta (Técnico de Apoio ao Tribunal)

- Senhor Ratinho Blanco (Escuta da Casa do Adro)

Registo nº 2

Auto de Inquirição de Testemunhas

Tenente Proveta - Chamo o senhor Ratinho Blanco. O senhor confirma que está sempre junto à "Casa do Adro" ?
Ratinho Blanco - Praticamente todos os dias, só saindo para ir beber um leitinho branco.
Tenente Proveta - Detectou movimentações suspeitas?
Ratinho Blanco - Uma carrinha com franguinhos parava sempre junto ao Pingo Doce e levava ora 1 ave ora 3 aves, para dentro de um carro preto.
Tenente Proveta - Conseguiu ver a cara dos ocupantes desse carro ?
Ratinho Blanco - Todos os conheciam. Só não via quem não queria. Quando entrava só uma ave, era aquele senhor (e apontou para o Asqueroso), quando iam 3 era o outro (e apontou para o Sapão).
Tenente Proveta - E o senhor Abrunho, viu-o alguma vez ?
Ratinho Blanco - Uma das vezes que fui mijar junto ao "Chalé da Merda", viu-o a papar um franguinho atrás do contentor.
Tenente Proveta - Algumas vezes os viu juntos ?
Ratinho Blanco - Vi e ouvi o Sapão e o Asqueroso.
Tenente Proveta - E o que é que ouviu?
Ratinho Blanco - O Asqueroso já sabia que o Tribunal do Santo Ofício o iria prender.
Tenente Proveta - Tem a certeza?
Ratinho Blanco - Sim, sim, até falou em «alerta amarelo», porque o Embaixador Rotto estava a ser seguido pelo Comandante Álhi. A palavra passe era «vão bombardear o Embaixador R».
Tenente Proveta - Então, alguém o andava a informar ?
Ratinho Blanco - O Alpeida Santos através do Costa Monhé. O primeiro andava na altura a vender erva ao pessoal da limpeza. Tinha trazido o produto de Moçambique e guardava-o na Fundação do Patife.

Tenente Proveta - Fica em registo o seguinte:

"O senhor Paulo Asqueroso foi prevenido que estava a ser escutado e que iria ser detido brevemente pelo Tribunal do Santo Ofício da RIAPA. Recorreu aos serviços de um fora-da-Lei já muito referenciado no mundo da marginalidade, o senhor Alpeida Santos, que usou como intermediário um indivíduo de cor, o Costa Monhé".

Ouviu mais alguma coisa?

Ratinho Blanco - Pediu ao Costa Monhé para revelar os nomes dos outros "Comedores de Franguinhos".
Tenente Proveta - Obrigado, pode sentar-se.

Registo nº 3

Tenente Proveta - Chamo o senhor António Sapão de Ferro (...). O senhor telefonou à Peixeira Ana durante o inquérito ?
Sapão de Ferro - Eu não conheço nenhuma Ana com essa profissão.
Tenente Proveta - E com o apelido Gomes ?
Sapão de Ferro - Conheço uma lá no partido que tem voz de peixeira, mas o produto que trafica e consome é outro.
Tenente Proveta - O senhor confirma que lhe telefonou e disse que "estava cagando para os franguinhos" e pedia-lhe ajuda para "baralhar os ditos" ?
Sapão de Ferro - Nego esse telefonema.
Tenente Proveta - Senhor Ratinho Blanco, o que é que tem a dizer a isto ?
Ratinho Blanco - Não foi um telefonema, foi na Praia Velha enquanto a peixeira Gomes contava umas sardinhas de franguinhos trazidos de Belém, 3 para ser mais preciso, que é a conta que o Sapão gosta. O senhor Ferro aproximou-se, ela disse-lhe qualquer coisa, e ele afastou-se e gritou, "estou-me cagando para esses franguinhos e tu tens de me ajudar senão meto a boca no trombone, e já sabes que também te lixas".

Tenente Proveta - Fica em registo o seguinte:

"Fica registado que o senhor António Sapão de Ferro mentiu a este Tribunal e que pediu ajuda a uma peixeira de apelido Gomes, para o ajudar a ilibar-se deste escabroso processo. O testemunho do cidadão Ratinho Blanco foi fundamental para desmascarar os propósitos do Gang do PS (Panascas de Sacavém).

Chamo o senhor Manecas Abrunho(...). O senhor sabe porque é que o seu nome consta neste processo ?
Manuel Abrunho - Não sei como é que um macho tão grande como eu pode estar aqui acusado de andar metido com franguinhos. Que nojo!
Tenente Proveta - O seu nome foi referido na fase de inquérito, no Attelier de Costura, na Sala de Interrogatórios "Irmão Janeca", pelo Embaixador Rotto.
Manuel Abrunho - Pelo Rotto, sacana ! Perdão, quem é o Rotto ? Confundi-o com o Carlos Cus,...o Cus não...também não sei quem é....estou um pouco nervoso por estar aqui, eu que sou um macho dos antigos, que só gosta de ovelhas....franguinhos...mulheres, porra !
Tenente Proveta - É melhor acalmar-se, senhor Abrunho. Está um pouco confuso. Conhece ou não o senhor Rotto ?
Manuel Abrunho - Cruzei-me com ele uma vez em Nova York...
Tenente Proveta - ... em Nova York ?
Manuel Abrunho - ... isso é a deixa para o Carlos ... estou muito nervoso ... eu sou muito macho, sou o vice-provedor, exijo respeito.
Tenente Proveta - Faço-lhe lembrar que o senhor está no Tribunal do Santo Ofício da RIAPA, e aqui as únicas pessoas que fazem exigências somos nós, os Inquisidores.

Manuel Abrunho - Perdão, perdão, a culpa é do Duarte, que me intimidou.
Tenente Proveta - Duarte ?
Manuel Abrunho - O C. Duarte do SIEDM (Serviços Inteligentes de Escutas e Dietas de Miúdos), que é amigo íntimo do Rotto. Foi na casa que ele (Duarte) tem em Cascais, e que empresta regularmente ao Rotto, que eu me cruzei com o embaixador num chá Tuperwere.
Tenente Proveta - Pode sentar-se. Fica registado o seguinte:

"O senhor Manuel Abrunho conheceu o embaixador Rotto num chá numa casa emprestada pelo C. Duarte do SIEDM".

Chamo o senhor Professor João da Quinta.

PROCESSO CASA DAS PIAS

DOCUMENTOS

Nº 1

(enviado por carta pelo senhor Balatuca)

PEDÓFILIA

1

A Rede Pedófila chegou a usar uma agência de modelos (duma brasileira) como modo para o tráfico para o estrangeiro de menores casapianos. Essas crianças saíam do país como modelos, de tenra idade, para fazerem desfiles em cidades como Milão e Nova Iorque. Embaixadores, ex-embaixadores e pessoal diplomático engrossavam a lista de clientes dessa agência, tendo todos em comum a passagem pela cidade norte americana num determinado período. Os valores em causa eram muito elevados, segundo elementos da Brigada Balatuca.

2

O senhor Silvino já identificou ao S.I.R. um dos produtores dos filmes realizados num barracão das Galinheiras, também utilizado por uma conhecida banda musical para os seus ensaios. Os filmes entraram no mercado dos EUA e os seus autores ganharam muito dinheiro.

3

Segundo a Brigada Bigornas, Silvino já lhes revelou que o Mota ia buscar jovens casapianos à Casa Pia e entregava-os ao patrão numa casa da Avenida das Forças Armadas, onde ocorreriam jogos de escondidas.

Nº 2

(trabalho de sociologia feito por uma aluna duma Escola Secundária,Tita dos Pés Sujos )

Relatório 41

Tenente Proveta

Bilderberg

"O Pedófilo Português tem um perfil que se enquadra nas categorias definidas mundialmente: sociável, ocupa uma posição privilegiada na sociedade e desempenha frequentemente actividades que facilitam o contacto com as crianças (...). O pedófilo procura, frequentemente, a situação de exercer a função de substituto paternal pata ter a condição de praticar a sua perversão(...)"

"Os poderosos têm hábitos muito estranhos, incluindo todas as perversões sexuais que se possam imaginar. Chegam a realizar rituais pagãos, satãnicos e sacrifícios humanos, sendo um dos preferidos o sacrifício de crianças(...). Um documentário deste mês ("Martial Law 9/11: The Rise of the Police State"), revela fotos e vídeos de sacrifícios humanos realizados em encontros secretos de vários membros de elite global, alguns deles pertencentes a Sociedades Secretas como os Bilderberg. Os portugueses pertencentes a esta sociedade são: ....".

Nº 3

(enviado por carta pelo morador de Santo Amaro de Oeiras, junto à estação de comboios, o senhor Milhas)

Memórias da Casa Amarela

A Fufa, o Ex-Marido, o Motorista e a Pateta

O ninho, situado no topo, já estava pronto para receber a mamalhuda estrangeira, a sua folgosa amante. O marido não se importava, porque no R/C tinha lá os seus franguinhos, trazidos expressamente de Belém. Não havia nada no mundo mais eficaz, do que juntar prazer com negócios. A agência tinha sido criada para isso! Os franguinhos mais bonitos iriam depois para umas festas no estrangeiro e enquanto eles saiam, para não mais voltarem, entravam as verdinhas directamente para as carteiras. Quanto ao Motorista, ficava com as sobras, pois ele também não era muito exigente e tinha o rabo bem apertado. Os fornecedores da fufa tinham várias proveniências: Belém, Setubal, Caxias, etc.. As aventuras iam de vento em popa até que, pouco a pouco, o cerco foi-se apertando e o Ex-Marido ficou em pânico. A Fufa já tinha optado definitivamente pela Mamalhuda e ele agora precisava urgentemente de entrar em cena. A escolhida foi a Pateta, tão desesperada estava para arranjar emprego. O casamento foi rápido e as revistas foram muitas. Era o Macho de sempre a mostrar-se ao país. Pela calada lá chupava um Franguinho semanalmente, ao mesmo tempo que se esfregava.

 

 

 

 

PASTA Nº 3

25 de Abril de 1974

Arguido: Revolução do 25 de Abril 1974

A Revolução do 25 de Abril de 1974 e o posterior desmembramento de Portugal, foram julgados pelo TSOR, reunido no Pombal da Quinta de S. Miguel dos Arcos. Foi lida a leitura de acusação, apresentados depoimentos e provas. No rol dos acusados estiveram Mário Só-Ares, Álvaro Cónhaque, Otelo Saraiva do Cará-lho, Rosa Coitadinho e muitos outros facínoras. A audiência Paço Arquiana teve 1 juíz de Caxias (o Alpedrinha) e 1 juíz de Cascais (o Bigornas) e justificou-se devido à impunidade com que se é comuna em Portugal. Estiveram envolvidos, como depoentes ou como jurados, nomes conhecidos da vida política, jurídica e cultural Paço Arquiana. A tribuna que proferiu o veredicto condenatório, incluiu destacadas figuras Paço Arquianas da Maioria Silênciosa, como o Bigornas, o Serapito, o Tubarão, o Monas, os juristas João Gordo e Pacheco, e os procuradores Milhas, Grilo e Janeca. Dois sacerdotes, capitão Porão e Daniel, jornalistas e artistas integraram também o painel de quatro dezenas de jurados.

No texto de acusação apresentado pelo procurador-geral adjunto do TSOR, os revoltosos do 25 de Abril de 1974 foram responsabilizados "à luz do Direito Paço Arquiano e da Constituição do Comandante Guélas" pela ajuda que deram à "preparação para o caos, a banditagem, a roubalheira e o terrorismo". Em concreto apontou-se ao senhor Só-Ares o seu papel no assalto aos bens angolanos, principalmente marfim e diamantes, a cedência de território nacional aos terroristas; ao senhor Alpeida Santos apontou-se o roubo de dinheiros públicos durante a debandada moçambicana e a combinação com os terroristas de lhes entregar os bens dos outros caso conseguisse trazer os seus para casa; ao senhor Rosa Coitadinho apontou-se a cedência das bases militares nacionais para o apoio ao trânsito das tropas inimigas. Neste caso a pena foi atenuada devido ao facto de ter sido enrabado quando da prisão pelos terroristas. O Alpeida Santos foi também acusado de ser o chefe dos "malfeitores e salteadores do Ultramar". O senhor Vasco Gongas foi acusado de ter trazido os serviços da quadrilha para território nacional. Foram 14 os depoimentos que sustentaram a acusação.

Ao senhor Mário Tonqué foi-lhe relembrada a sua alcunha de o "Nazi do Dembo", e condenado a 100 dias ininterruptos com o Janeca, tendo por obrigação dormir com ele na mesma cama, para assim relembrar-se das noites no capim com os miúdos nativos.

O senhor Piçaarado Correia foi condenado por possuir na sua actual propriedade bens roubados no assalto à casa do Tenreiro em 1974. O senhor Gracias Pereira foi condenado por possuir bens roubados à Embaixada da Espanha em 1975 e por propaganda de ideias satânicas (comunismo) e vida de rico. Foi-lhe apreendido o iate, que irá servir para habitação social de três famílias carênciadas da Lapa.

Em Porto Salvo, como iniciativa paralela, houve um concerto que juntou o Grilo, o Clã Janeca e o Curtis. A iniciativa concluiu-se com uma mesa redonda em que participou o tio Pinochet e a exibição do documentário "Como dar cabo de comunistas com uma dose de Litopol".

O Tribunal Mundial sobre o 25 de Abril de 1974 em Portugal, teve julgamentos em diversas capitais, começou em 2003 e terminou em Dezembro de 2004, na Curva dos Pinheiros, com condenações exemplares:

- Isabel do Caco foi considerada terrorista perigosa e responsável por diversos assassinatos e por ter afirmado a um jornal em 1975 que "a revolução precisava de mais sangue".

- Maria José da Morgue foi condenada por ter um aspecto xungoso e tomar poucos banhos, dando um mau aspecto à magistratura.

 

"A opinião do Só-Ares era tão volúvel, que mudava em função dos preços do marfim nos mercados internacionais. Anos mais tarde mandou, desesperado, o filho à Jamba, para trazer o marfim escondido".

 

PASTA Nº 4

Julgamento do Senhor Luis Rainha

Transcrição do Registo Áudio da Sessão do Julgamento do Réu Luis Rainha pelo Tribunal do Santo Ofício da RIAPA

 

Aos Sete Dias do Mês de Setembro do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de Dois Mil e Quatro, realizou-se o Julgamento do senhor Luis Rainha, mandado instaurar pelo Exmo. Comandante Guélas, Potestade da Net, em virtude desse indivíduo ter escrito, durante largos meses, comentários anti-semitas, de carácter nazi. O senhor Tenente Proveta, representante do S.I.R (Serviços de Informação da RIAPA) , foi buscar o Réu ao Campo de Reeducação de Porto Salvo, onde se encontra a cumprir pena por ter sido considerado um "Comunista Primário do Seixal".

 

Registo nº 1

General Tubarão - Eu Tubarão dos Arcos, General do Exército Imperial, declaro, por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guelas, aberto o Tribunal do Santo Ofício da RIAPA. Tem a palavra o senhor Tenente Proveta.

Tenente Proveta - Por Ordem Lacrada do Grandioso Comandante Guelas é apresentado, no Tribunal do Santo Ofício da RIAPA, um indivíduo de nome Luis Rainha e profissão indefinida, com a acusação de "Anti-Semitismo de Carácter Nazi". Foram também convocadas as seguintes pessoas:

- Dona Ana Albergaria (Denunciante)

- Senhor Jorge Palinhos (Cúmplice)

- Professor Doutor João da Quinta (Técnico de Apoio ao Tribunal)

- Jornalista Escoto (Jornalista Oficial da RIAPA)

É chamada a Sra. Dona Ana Albergaria para ser questionada pelo Tenente Bigornas.

Registo nº 2

Tenente Bigornas - "Custa-me ver um judeu a ser cuspido na cara só porque é judeu. Custa-me ver um negro, um árabe, um muçulmano, etc., não conseguir arranjar emprego só porque são aquilo que são" - a senhora confirma que esta citação foi escrita por si?
Ana Albergaria - Sim, senhor tenente, confirmo.
Tenente Bigornas - Que a senhora não é "anti-semita", o Tribunal confirma-o. Mas "racista", temos dúvidas.
Ana Albergaria - Racista, eu?
Tenente Bigornas - Calma, calma, Dona Ana. Porque é que chama negro, a um preto? Tem medo de dizer "preto"? Nos países anglo-saxónicos "Black his beautiful", e "niger" é um insulto. O contrário de "Branco" é "Preto", e não é "Negro". Há quem lhes chame "Africanos" e a maior parte deles nas ceram na Europa. Não será isso um "Racismo" envergonhado? Faz-me lembrar aqueles "esquerdistas de geração espontânea" que sempre chamaram "Preto" aos pretos, mas que em 1974, devido a problemas de consciência, passaram a chamar-lhes "não-brancos", como o célebre revolucionário Mário Tomé.
Ana Albergaria - Acho que não, mas dizer "Preto" custa-me!
Tenente Bigornas - Fica registado em Acta que existem indícios de "Racismo" contra a senhora. Agora debrucemo-nos sobre o Réu Luis Rainha. O que tem a dizer sobre ele, que seja importante para este Tribunal?
Ana Albergaria - Esse senhor é um dos homens que me faz temer o retorno das Trevas.
Tenente Bigornas - "Retorno das
Trevas"? Não estará a exagerar ao dizer que o Réu é um "Demónio"?
Ana Albergaria - Parte Demónio, parte Prometeu. Sempre que leio artigos escritos por esse senhor, sinto um friozinho na espinha...São muito raras as vezes que ele não levanta o dedinho contra os judeus...
Tenente Bigornas - ...se ele tivesse vivido na Alemanha nazi, pensa que teria sido o "homem dum forno"?
Ana Albergaria - Por tudo e por nada o réu justifica o injustificável e desculpa o indesculpável. Está sempre a destilar veneno contra os judeus. Dá-me a impressão que fica contente de cada vez que morrem judeus em atentados. Nunca li nada dele a condenar os terroristas palestinianos, nem os atentados. Portanto, se lhe dessem as condições, penso que seria capaz de ir mais longe. Já disse em palavras o que fará em actos, se tiver oportunidade. Mas vem logo gritar contra as acções militares do Estado de Israel. Sendo assim, está com os monstros que colocam bombas nos autocarros repletos de crianças judias. Qual é a diferença entre esses autocarros a arderem com gente lá dentro e os fornos crematórios de Hitler? Nenhuma diferença!
Tenente Bigornas - Pode-se sentar, dona Ana. Chamo o Professor Doutor João da Quinta.

Registo nº 3

Tenente Bigornas - Senhor Professor, o senhor é o responsável pelo Estudo "Detecção de Perturbações Psiquiátricas na Comunicação através da Internet", que está a decorrer na RIAPA?
João da Quinta - Sim, coordeno o Estudo. Já divulgámos dois blocos de resultados, e continuamos em pesquisa.
Tenente Bigornas - Quanto tempo é que pensa que demorará este Estudo?
João da Quinta - O tempo que o Exmo. Comandante Guelas quiser.
Tenente Bigornas - E os resultados são definitivos?
João da Quinta - Sim, já não há mais nada a acrescentar. Por isso são divulgados. Mas, mesmo assim, vamos estar sempre atentos, para aperfeiçoamentos.
Tenente Bigornas - E os resultados do estudo são viáveis? Estamos a avaliar personalidades!
João da Quinta - O Método Tahan é infalível, e o estudo envolve 10 investigadores da área comportamental.
Tenente Bigornas - E para que serve o estudo?
João da Quinta - Para tentar descobrir o porquê de tanta intolerância e ódio na Net, principalmente na áres dos Blogs, e vinda de uma Esquerda ressabiada. É uma Esquerda com tendências Nacionais-Socialistas, depois do fracasso do Social-Fascismo. São pessoas emocionalmente desiquilibradas e que necessitam de tratamento psiquiátrico. A obsessão delas são os judeus, estão tal e qual os alemães na altura da subida de Hitler ao poder.
Tenente Bigornas - E o senhor Luis Rainha já foi estudado?
João da Quinta - Sim, já o estudámos e os resultados já foram divulgados na RIAPA INTERNACIONAL.
Tenente Bigornas - E detectou algum comportamento desadequado no Réu?
João da Quinta - Vários! Na Área das "Atitudes" foi confirmada a "Pouca Maturidade Emocional e Intelectual" do Réu; na Área das "Emoções" foi confirmado o "Descontrole Emocional" e reconfirmado agora nos artigos escritos por ele; nas "Obsessões" foi também confirmado na altura e reconfirmado agora com os argumentos de uma Fonte Externa, a senh

ora Ana Albergaria; na Área da "Sociabilidade", foi confirmado a "Intolerância", a "Intolerância à Opinião de Terceiros", que foi reconfirmada agora com Atitudes Visíveis (escritas, neste caso!) e a "Sobrevalorização de Acontecimentos Externos". Isto tudo Correlacionado leva-nos a uma mistura explosiva - Analfabeto Emocional tipo B!
Tenente Bigornas - E o que é "Analfabeto Emocional tipo B"?
João da Quinta - É quando um indivíduo chega ao fundo de si mesmo; nós dizemos "chegar ao chão de si"! Para ter uma noção, senhor Tenente, avaliámos Hitler e Estaline, e eles foram classificados "Analfabeto Emocional Tipo A". A Escala vai de "A" (mais alta) a "F" (vestígios). O senhor Luis Rainha está na fronteira entre os dois. Tivesse ele o poder de Hitler ou Estaline e ...
Tenente Bigornas - Como se detecta isso?
João da Quinta - A banalidade raramente engana!
Tenente Bigornas - É assustador! Eles estão no meio de nós.
João da Quinta - Se os regimes não lhe fizerem frente, a História poder-se-à repetir.
Tenente Bigornas - Obrigado senhor Professor. Pode sentar-se. Chamo o senhor Jorge Palinhos.

Registo nº 4

Tenente Bigornas - Senhor Jorge Palinhos, o senhor escreveu que, e passo a ler, "o anti-semitismo é uma peste intrínsecamente europeia, directamente relacionada com a simpatia pela causa palestiniana". O senhor contraiu essa doença?
Jorge Palinhos - Anti-semita, eu? Claro que não. Eu até tenho amigos judeus!
Tenente Bigornas - O senhor Luis Rainha escreveu que "o pior é quando uma religião se sabe proprietária de uma '
Terra Prometida'. Que comentário faz a isto?
Jorge Palinhos - É uma frase atribuida a alguém que se revolta com as injustiças que se cometem contra os palestinianos.
Tenente Bigornas - Mas, o que é que isto tem a haver com os palestinianos?
Jorge Palinhos - O senhor Tenente sabe que é ao problema entre os Palestinianos e os Israelitas, a que se refere este julgamento do meu colega.
Tenente Bigornas - Mas, detecta algum sinal de anti-semitismo na escrita do seu colega?
Jorge Palinhos - É apenas um ponto de vista.
Tenente Bigornas - E o senhor concorda com ele?
Jorge Palinhos - De uma maneira geral, sim. Os Judeus dizem-se proprietários de uma "Terra Prometida".
Tenente Bigornas - Mas, há mais Religiões que se dizem proprietárias daqueles lugares. E os senhores só atacam os Judeus! Pode sentar-se, será tirada uma Certidão do senhor para uma Investigação. Chamo novamente a senhora Ana Albergaria.

Registo nº 5

Tenente Bigornas - O Senhor General Tubarão ainda tem algumas dúvidas e vai questioná-la.
Tenente Proveta - Dona Ana Albergaria, a senhora pensa que foram os Brancos Ocidentais que inventaram a discriminação pela cor da pele?
Ana Albergaria - Sim, concordo.
Tenente Proveta
- Antes de haver escravatura na Europa, já havia escravatura em África, feita pelos próprios. Os ciganos raramente casam com não-ciganos. Acha que foram os brancos que inventaram isto? As mulheres ciganas vão à Escola até ao 4º ano e depois não as deixam estudar mais. Foram os Brancos que decidiram isto? Já imaginou como é que seria o mundo sem os Brancos? Os Brancos sairam de África e eles recuaram 50 anos em termos de Desenvolvimento. Os Pretos de África estão a morrer de Sida, vítimas da sua própria ignorância. Já morreram mais Pretos em África nestes últimos 30 anos, do que durante toda a História da Escravatura. Os Brancos também são os culpados?
Ana Albergaria - Tem razão General, mas aonde quer chegar?
Tenente Proveta - A discriminação é feita por pessoas de todas as cores e não por povos. E há gente que se auto-discrimina, que é o caso dos ciganos, que na sua maioria são anti-sociais, vivem à margem da Lei. São eles os seus próprios negreiros.
Ana Albergaria - Concordo!
Tenente Proveta - Acha que os Árabes são discriminados pelo Ocidente?
Ana Albergaria - Sim, o Ocidente discrimina-os!
Tenente Proveta - Não serão mais eles que se auto-discriminam?
Ana Albergaria - O que é que o Senhor General quer dizer com isso?
Tenente Proveta - Quero dizer que a Religião Muçulmana está desajustada do Desenvolvimento e isso é que cria os conflitos. E eles apontam-nos as culpas.
Ana Albergaria - Não tenho nada a acrescentar.
Tenente Proveta - Fica registado que existe alguma confusão nos seus valores e convicções. Senhor Tenente Bigornas, não tenho mais perguntar para fazer.
Tenente Bigornas - O julgamento do senhor Luis Rainha chegou ao fim, o Exmo. Comandante Guelas, a Potestade da Net, dará o Veredicto, que será lido pelo Exmo. Senhor Tubarão, General do Exército Imperial do Comandante Guelas.

Registo nº 6


Tenente Proveta - Em nome do Exmo Comandante Guélas, Potestade da Net, declaro o Réu Luis Rainha culpado de "Anti-Semitismo Primário de carácter Nazi". A pena a aplicar será a "Fogueira do Santo Ofício da RIAPA", instalada na Terrugem, Rua do Manelinho, Sítio do Ánhuca, nº 27, 2549 - 585 Aldeia dos Milhas.

 

PASTA Nº 5

Diálogos Secretos - I

Com o Filho Secreto do Arafat o senhor Ratinho Blanco

RIAPA - RatoArafat, quando é que
soube quem era o seu pai?
R.A. - Quando ia à casa de banho do "Adro" e me via ao espelho, a minha cara fazia-me lembrar alguém. De início julgava que era o Milhas.
RIAPA - E quando é que soube a verdade?
R.A. - Quando o Milhas me telefonou a ameaçar e a fazer-me ver as vantagens de aceitar ser filho daquele presunto árabe.
RIAPA - Está contente?
R.A. - Claro que estou, agora já bebo à borla na "Casa do Adro". Ameacei-os chamar o Hamas para lhes dar cabo do café.
RIAPA - E qual é a sua relação com
a Suhia?
R.A. - Nem para o bro... serve. Prefiro a mulher do coveiro.

 

 

PASTA Nº 6

Diálogos Secretos - I I

Entre Carvalhas e Cunhal

A RIAPA lançou-lhe um Isco com 12 anos e pôs-lhe um Microfone no Pandeiro

 

Caralhas - Está bom ò paizinho do povo explorado pela burguesia?
Cunhal - ...brr..vo...reforma...agrá..po..

Caralhas - Vejo que o nosso líder está óptimo, não concorda camarada Jerónimo?
Jerónimo - Um mimo, está um mimo!
Caralhas - Então o que é que o paizinho me aconselha?
Cunhal - rrrr..rrr..vo..po..reforma..grária..
Jerónimo - Está a dizer para te demitires e me elegeres.
Caralhas - Tu és muito inteligente Jerónimo, não sei porque é que és analfabeto!
Jerónimo - O Salazar é que é o culpado e a burguesia. Para o povo sou um Catedrático!
Caralhas - Bem, depois desta longa conversa, muito esclarecedora, vou-me embora. Adeus paizinho do povo!
Cunhal - rrrr..rrr.vo..po..reforma..grária...
Jerónimo - Vai, vai que eu ainda tenho de ligar o paizinho à ficha. Ó Sopeira Camarada Barbuda?
Omelete Santos - Já vou! Estou aqui a limpar a trampa que o Paizinho fez no chão. Que mania que ele tem de cagar no chão.
Jerónimo - Foram os anos da Clandestinidade.
Omelete Santos - Deviamos-lhe pôr uma fralda.
Jerónimo
- Cala essa boca Fascista. A fralda é um objecto burguês. Ele vai continuar a cagar para onde estiver virado. Ficas avisada que quando eu tomar conta do Partido, todos vão voltar às origens do povo trabalhador.
Omelete Santos - Não me digas que vou passar a cagar nos campos e a limpar o cu aos calhaus?
Jerónimo - Vou partir as casas-de-banho burguesas do Partido. E mais nenhuma camarada vai tirar pêlos.
Omelete Santos - Ah isso já faço eu! Tenho uma bela barba. Olha o Paizinho, está em pé para o discurso ou para a cagadela?
Cunhal -
rrrrr..rrrr..vo..refor...pum,pum.

 

PASTA Nº 7

Diálogos Secretos - I I I

Entre Paes do Amaral e Marcelo

Escuta nº 1

Pães do Amaral – Então cunhadito, que cara é essa? Estás um bocado amarelo.
Martelo Rabo-Belo – É só azares. Eu que queria tanto ser Primeiro-Ministro, ninguém me liga. O Santana Flopes, além de ter as miúdas todas, caiu-lhe de bandeja o lugar. E nem Professor é.
Pães do Amaral – Quanto ao sexo oposto, tu sabes qual é o teu problema. Aquela coisa da Suiça nunca foi bem explicada.
Martelo Rabo-Belo – Eu pensei que esse assunto já estava enterrado. Isso é uma forma de Liberdade de Expressão. Tu prometeste-me que Censuravas isso, que apagavas da memória colectiva.
Pães do Amaral – E apaguei! Só ficou na minha, é um assunto de família. Mas, talvez alguém se lembrasse se tu atingisses o Poder. Do Flopes só falam das miúdas, mas isso é uma Mais-Valia. Não viste o elogio que o Lula fez das acompanhantes do Flopes?
Martelo Rabo-Belo – Que azar que eu tenho. Julgava que quando fosse Professor a minha sorte mudasse.
Pães do Amaral – Ó cunhadinho, esqueceste-te da alcunha que tinhas quando andavas na Escola? Eras o Cu-de-Senhora, o Cu-de-Senhora!
Martelo Rabo-Belo – Mas isso foi há 40 anos atrás.
Pães do Amaral – Mas os teus colegas ainda estão vivos e também querem o lugar. Para tu teres alguma esperança, eles têm de morrer primeiro e levar com eles o Cu-de-Senhora. Ficas a ser definitivamente o Professor, o Pai da Nação, a Reserva Moral e não o Homem da Suiça e o Cu-de-Senhora.
Martelo Rabo-Belo – Tenho de ser mais incisivo nos meus comentários. Tenho de os pôr à beira do precipício e depois empurrá-los. Vou pedir a receita ao Se-Ábra e ao Narciso Cu-à-Banda. Eles conseguiram dar cabo do Sousa dos Frangos. Vou fazer com que o Santana Flopes veja o meu programa na Lota de Matosinhos!
Pães do Amaral – Aqui não. Tu estás neste canal para Comentar tudo e não para tratares da tua vida política. Eu aconselho-te a ires descansar. Tu estás a ficar grogue e a minha cunhada não merece ter um monga na cama.
Martelo Rabo-Belo – Não me deixas dizer mal do Flopes?
Pães do Amaral – Deixo-te dizer mal de todos. E não só do Flopes. Tu estás aqui para Comentar e não para tratares das tuas frustrações. És sempre o mesmo. Já o meu tio me dizia que foste sempre, desde pequeno, um Invejoso. Querias sempre os brinquedos dos outros. Agora já és um adulto.
Martelo Rabo-Belo – Vou-me embora dizer mal do Flopes para outra freguesia! Vais ver o incêndio que eu vou atear na paróquia! Os Comunas vão-se pôr a berrar que nem uns asnos.

Escuta nº 2

Martelo Rabo-Belo – Vou já telefonar ao Carvalhas!
Pães do Amaral – Acalma-te ò Martelo, pensa primeiro, deixa-te de birrinhas, já não tens idade para isso.
Caralhas – Tou Xim…..
(ao telefone)
Martelo Rabo-Belo – Caralhas?
(ao telefone)
Caralhas - …é Pra Mim! (Mé,mé,mé,mé,é,é… vozes de fundo)
(ao telefone)
Martelo Rabo-Belo – Sou eu, o Martelo!
(ao telefone)
Caralhas (ao telefone) – O Fascista do Martelo? O amigo dos Americanos e dos Exploradores da Classe Operária?
Martelo Rabo-Belo (ao telefone) – Já vi que estás rodeado pelo Comité Central. Então, ouve. Já almoças-te?
Caralhas – Não!
(ao telefone)
Martelo Rabo-Belo (ao telefone) – Então encontramo-nos no sítio do costume: o Gambrinos. Tenho uma bomba para ti. Daqui a meia-hora. Já podes insultar-me!
Caralhas (ao telefone) – Fascista, eu não falo com exploradores da classe operária.
Martelo Rabo-Belo – Éh,éh,éh….Eu sou um génio.
Pães do Amaral – Martelo, Martelo, precisas de descansar…Tu estás cheio de stress.
Martelo Rabo-Belo – Eu vou dar cabo do Flopes, que me tirou o lugar de Primeiro…mas ele que se cuide, que eu vou ser Presidente, Presidente. Vou telefonar ao Pateta Alegre.
Pateta Alegre – A mim ninguém me engana!
(ao telefone)
Martelo Rabo-Belo (ao telefone)– Calma Pateta, calma, sou eu o Martelo!
Pateta Alegre (ao telefone) – Desculpa, desculpa, julgava que era o Só-Cartas. Ainda ando um pouco nervoso com a campanha para o PS (Panascas do Samouco).
Martelo Rabo-Belo (ao telefone)– Tenho uma bomba para ti. Mas tens de vir ao Gambrinos.
Pateta Alegre (ao telefone) – Óptimo, estava com saudades de ir a um espaço popular. Adoro estar com o povo e andar no meio dele, vestido com uns trapinhos. Até já.
Martelo Rabo-Belo – Éh, éh, éh…..Que belo incêndio. Aposto que o Sem-Paio me vai chamar a Belém!
Pães do Amaral – O Sem-Paio chamar-te a Belém por causa de uma invenção tua? Mas julgas que ele é o Kumba Ialá?

Escuta nº 3

Trim, Trim, Trim ...

Martelo Rabo-Belo(ao telefone) - Alô, daqui fala o Mártir, o primeiro político expulso de uma empresa privada. Quem fala?
Pateta Sem-Paio(ao telefone) - Professor Rabo-Belo, daqui fala o Presidente!
Martelo Rabo-Belo(ao telefone) - O Presidente de todos os Portugas.

Pateta Sem-Paio(ao telefone) - De todos? Deixe-se de dar graxa, que eu não o apoio para o meu lugar. Quero convocá-lo para uma Reunião de Estado. É um escândalo o despedimento de um político por um privado. Nem quando a empresa entra em falência e os trabalhadores vão para a rua, o político é despedido. O ordenado de um político é vitalício!
Martelo Rabo-Belo(ao telefone) - Obrigado Presidente Sem-Paio, e outras coisas..

Pateta Sem-Paio(ao telefone) - ...deixe-se de veneno, o senhor já não está na manjedora. Veja lá se eu desligo o telefone.

Martelo Rabo-Belo(ao telefone) - Desculpe, desculpe, é o hábito. Amanhã às nove estou aí!
Martelo Rabo-Belo - Yes! Sou o melhor, vou dar cabo do Flopes. Vou telefonar ao Zeca Mangalho!
Zeca Mangalho(ao telefone) - Daqui fala o Deputado dos Blogs.
Martelo Rabo-Belo(ao telefone) - É o Mártir, é o Professor Rabo-Belo. Quero-te contar....
Zeca Mangalho(ao telefone) - ...agora não Martelo, agora não que eu também estou com o problema da Casa Clandestina...Amanhã, telefona-me amanhã.
Martelo Rabo-Belo(ao telefone) - Ok amigo, espero que resolvas o problema, adeus amigo.
Martelo Rabo-Belo - Comuna...ainda te lixo com a Casa Clandestina!

Escuta nº 4

 

Pães do Amaral - Acalma-te querido cunhadinho. Eu só te disse para descansares, e pelos vistos tinha razão.

Martelo Rabo-Belo - Eu só me acalmo quando for Presidente ! Vou telefonar ao Sapão de Ferro. De Cabalas percebe ele.

Pães do Amaral - Cabalas ? Toda a gente sabe que não houve cabalas nenhumas e que ele é, é um grande artista! O Mestre das Cabalas és tu, cunhadito.

Sapão de Ferro(ao telefone) - "tou-me cagando para o segredo de justiça", daqui fala o ex-General Sem Medo.

Marcelo Rabo-Belo(ao telefone) - Sou eu Sapão, o Comentador que foi Censurado pelo Flopes.

Sapão de Ferro(ao telefone) - Não me fales desse, tirou-me o lugar.
Marcelo Rabo-Belo(ao telefone) -Tirou-te o lugar ? Tirou o lugar foi a mim !
Sapão de Ferro(ao telefone) - A ti ? Tu nunca passarás de Comentador de meia-tijela.
Marcelo Rabo-Belo(ao telefone) - Não é altura para bocas. Proponho-te uma Aliança.
Sapão de Ferro (ao telefone) - Aliança ?
Marcelo Rabo-Belo(ao telefone) - Tu ajudas-me para a Presidência e eu safo-te da "Casa Pia" com um indulto Presidêncial.
Sapão de Ferro(ao telefone) - Tu és um sortudo. Safaste-te da Suiça. Combinado, eu aceito. Adeus, que vou comer um "franguinho", perdão um ....adeus!
Marcelo Rabo-Belo - Indulto Presidencial ? A um comedor de "Franguinhos" ? Espera sentado.

 

PASTA Nº 8

Conversas Secretas

Com os Agentes Cavaleiro, Zé do Fotógrafo e Ligóia.

"Vi a foto do arguido mediático a mexer no sexo de um jovem" - Teresa Costa

Agente Alpedrinha - Na foto podemos ver claramente o mediático senhor, na companhia do Rotto, do Camisolão e de putos, todos misturados, participando numa bela orgia (e mostrou-ma).
Quitéria Barbuda - E pretende divulgá-la ?
Agente Zé do Fotógrafo - O Paulino, prostituto no Parque Eduardo VII em 1979, deu-me 5 fotos onde se veêm alguns desses senhores mediáticos, em actos sexuais com menores, principalmente esse senhor. A defesa dele não tem ponto por onde se pegue, façam os amigos dele o folclore que fizerem.

Quitéria Barbuda - O que é que vão fazer com essa informação ?
Agente Ligóia - No momento certo o Circo irá por si próprio pegar fogo. Tão machos que eles eram. E elas também vêm para o baile. Tão puritanas e tão boas mães.
Agente Cavaleiro - E ainda faltam acrescentar os nomes dos nossos Superiores que tentaram boicotar a investigação !
Quitéria Barbuda - Tentaram abafar o caso ?
Agente Cavaleiro - O meu armário foi arrombado, roubaram-me as fotografias e um superior meu na altura, que agora escreve livros e novelas, patrocionados pelo pedófilo mediático, lixou-me a carreira.
Quitéria Barbuda - Roubaram-lhe as fotografias ? E sabe quem fez isso ?
Agente Ligóia - Esse meu superior era na época especialista em Assaltos e Furtos Qualificados. Muita coincidência, não é ? E tinha dois amigos, que estavam na altura a concorrer para o mesmo cargo, que têm agora o mesmo discurso político, que também têm o rabo preso.

 

PASTA Nº 9

Escutas Telefónicas

Feitas pelo S.I.R

Questão: Porque é que o Tó Sapão de Ferro não foi para a "prisa",quando todos sabiam que tinha papado "Franguinhos de Belém" ?

 

ESCUTA Nº 1

Camões - Olá Bocage, eu queria encomendar 2 garrafas de gás.
Bocage - Hoje só te posso dar uma, porque estou muito fraquinho.
Camões - Ok ! Sabias que há um Franguinho no Processo que diz que o Sapão lhe pediu: "quero que me faças o mesmo que fazias ao Bóbó" ?
Bocage - Não sei, é a primeira vez que oiço isso, não sei.
Camões - Não se lembra disto ?
Bocage -
Não, nunca li.
Camões - Podia ter ouvido qualquer coisa assim. E esta história do Franguinho ser comum ?
Bocage - É possível. Eu estou a falar de Franguinhos de facto. Isso não é nada, isso não é crime nenhum.
Camões - O que nós sabemos é que esta testemunha era o tal braço direito do Bóbó.
Bocage - Eu não estava a falar disso há bocado. Está a falar do Cueca, é isso ?
Camões - Sim.
Bocage - Eu não estava a falar disso. Eu estava a falar de actos mesmo.
Camões - O quê ? Desse eu não sabia.
Bocage - E a gente nem precisa de saber.
Camões - Nós sabiamos que o Sapão foi referenciado em algumas capoeiras, mas que tenha comido Franguinhos, não sabiamos. E, afinal, é o próprio Cueca que diz isso. Disso temos a certeza absoluta e sabemos desde Janeiro.
Bocage - Eu também só tenho os factos de Janeiro, não de agora.
Camões - O que nós sabemos é que o Chico Cueca terá dito que foi ter com o Sapo. Mas o Chico tem 17 anos, ó Doutor.
Bocage - Pois.
Camões - Então é pelo facto do Chico estar a fazer 18 anos por estes dias. É por isso que o Sapão poderá ter dito isto que disse agora. Essa é uma hipótese.
Bocage - Não sei, eu não conheço os outros depoimentos. Eles conhecem o Processo todo.
Camões - Quando foi ao PIAP, o Sapão foi presente perante os Franguinhos e leu aquilo que constava nos Processos. Porque é que ele não foi detido ? Dê-me uma bilha de gás...perdão...uma explicação. Havia razões para isso. Por razões políticas ? Por Política só ?
Bocage - Eu também fiz essa pergunta, e a explicação foi de já não haver tempo para Procedimento Criminal, porque o Direito de Queixa estava extinto. O Direito de Queixa caduca. Há Caducidade própria do Crime Semi-Público, no que diz respeito a menores. Quando atingem a maioridade e não são tutelados por ninguém.
Camões - Mas em Janeiro dos 3 do Ranhoso, um deles também tinha a ver com o Sapão.
Bocage - Meu caríssimo amigo, eu não li. Eu fiz essa pergunta ao MP e a resposta que me deram foi: o Sapão não foi constituido arguido porque o Direito de Queixa não foi exercido a tempo, caducou. Foi a resposta que me deram. Eu não compreendi porque é que não foi constiuido arguido na altura. Nunca percebi. Nesta conformidade perguntei, e a resposta que recebi foi esta.
Camões - Temos uma certeza absoluta: em Janeiro pelo menos um Franguinho acusava o Sapão e essa também acusava o Ranhoso. E se o Sapão quando é ouvido é confrontado com os 3, pois é, são os que já prescreveram.
Bocage - Não é prescrever. É o Direito de Queixa. O crime é Semi-Público e precisa de queixa.
Camões - Alguma razão há para o Sapão dizer isto agora.
Bocage - Quando o Processo abrir para Acusação, as pessoas vão ler o depoimento.
Camões - Ou então estava a decorrer alguma coisa, o tal que faz 18 anos não faz sentido, se ele também acusa o Ranhoso.
Bocage - O MP nunca poderia ter caido nisso, porque é devastador. Acho eu. Essa Hipótese que está a colocar na sua cabeça, eu às vezes também a coloco, porque isso é devastador para o MP, isso é Opção, e aqui não há direito de oportunidade. Portanto, essa Opção é devastadora. Se isso aconteceu, então o MP vai desaparecer do mapa. É tão grave, tão grave, que eu não acredito que tenha acontecido isso. Não acredito e estou confiante de que não foi porque já não havia possibilidade de lhe fazer a queixa. Não vejo outra hipótese. A outra hipótese acaba com o MP em Portugal.
Camões - Acaba com o MP não, acaba com os Procuradores.
Bocage - Acaba com o MP. O Souco quando a Dra. Panda saiu do jogo ficou o responsável directo !
Camões - Tem razão. Não estar à espera dos 18 anos é apenas...
Bocage - O Soco sabe que a sua cabeça está em risco. Não acredito nisso. E se aconteceu fico com a boca aberta de pasmo.
Camões - Olhe, vamos continuar, como se diz na gíria jornalística a "escadar", porque isto está uma história muito mal contada.
Bocage - Estas declarações do Sapão têm alguma coisa que me está a escapar.
Camões - Ele deve ter ficado sossegado por alguma razão que eu não sei qual foi.
Bocage - Ele deve ter alguma informação de algumas coisas que estão a ocorrer neste momento.
Camões - Tem, isso tem. Obrigado pela garrafa de gás!

Escuta nº 2

Bocage - Eu queria encomendar duas bilhas de gás.
Camões - Só lhe posso dar uma.
Bocage - Ele está a mandar tiros para o ar ?
Camões - Não.
Bocage - Ou o nome dele apareceu mesmo nos depoimentos das testemunhas ?
Camões - Claro. Ele sabe, ele está a falar com conhecimento.
Bocage - Ó Dr. mas é 1, 2..?
Camões - Ah, Ah, Ah...
Bocage - Isso é que é interessante. Até agora sabemos que há pelo menos 1. E já agora contamos tudo o que sabemos. Há pelo menos um que o situou num sítio, onde terá ocorrido isto. Não terá feito nada, terá só visto.
Camões - E...?
Bocage - O que é que nos aconselha, Sr. Dr., para não errarmos ?
Camões - O que é que quer saber: 1 ou mais ?
Bocage - Sim.
Camões - Mais. Como sabe não tem consequências criminais.
Bocage -
Porquê ?
Camões - Por falta de legitimidade para o MP fazer a Acusação, uma vez que já atingiram a maioridade. Penso que é esta a explicação. E não foi deduzida oportunamente queixa.
Bocage - Então são factos que já se passaram há mais de 5 anos.
Camões - Não, não, não.
Bocage - Não ?
Camões - Factos em que os intervenientes entretanto atingiram a maioridade e não apresentaram queixa. Como o crime é semi-público, o MP não tem legitimidade para acusar.
Bocage - O Sapão só não estará detido porque não houve queixa formal das crianças.
Camões - O MP sem a queixa não pode deduzir acusação.
Bocage - Portanto, estes indivíduos atingiram a maioridade.
Camões - Eu creio que é isso, já não me lembro porque são pessoas a quem não se pode impôr acção legal, porque já estão fora do prazo.

Bocage - Uma das coisas que se diz aí, que começa a soar mais, é que já foram tiradas mais certidões do Mega Processo.
Camões - Acredito, porque o MP, e eu já o tinha dito anteriormente, já não tem tempo para pegar nas pontas todas que tem no Processo. Portanto, tem de haver processos paralelos depois.
Bocage - Mas de acordo com aquilo que se pode saber, o Sapão em princípio estará safo disto, não haverá maneira nenhuma de ele ser constituido arguido.
Camões - Nesta investigação principal do processo não, agora se surgiu mais alguma coisa entretanto, não sei. Sinceramente não sei.
Bocage - Ele diz também que poderá haver mais dirigentes do PS envolvidos.
Camões - Ah, ele diz isso ?
Bocage - Deixe-me ver onde é que ele diz isso...não, não, essa parte não diz. Isso sabemos nós. E depois há aqui uma frase dele muito estranha: "aqueles que coordenaram estas calúnias foram os mesmos que fizeram a divulgação das escutas". Ó Dr. Camões, por aquilo que nós sabemos, isto caiu-lhe em cima que é uma coisa doida.
Camões - Eu acredito que alguém no caminho do processo para a Relação, tirou fotocópias das Contra-Alegações do MP. Penso eu que foi isso que aconteceu, na minha visão das coisas. Foi isso que sucedeu. Agora que o homem sabia quando foi ouvido, acho que sim. O diálogo entre ele e ...
Bocage - O que se diz por aí é que quando ele foi ouvido, foi apenas na história do Segredo de Justiça. Então isso não é verdade.
Camões - Sim, mas digo, foi informado, ou seja, ele sabe o que existe no Processo. Até já me disseram, e eu não sei se é verdade ou mentira, disseram-me que o Muitos-Nabos tem o Processo todo fotocopiado no escritório.
Bocage - O Processo da Casa dos Franguinhos ?
Camões - Sim. Portanto, admito como plausível tudo o que está.
Bocage - Portanto, no fundo isto é que é preciso saber, em princípio não poderá suceder nada ao Sapão, uma vez que as queixas, e são várias...
Camões - ...não, não são queixas. Portanto, os factos apurados pelas testemunhas em relação a ele, não podem ser levados à Acusação, uma vez que a pessoa que os relata, não deduziu queixa nos 6 meses subsequentes ao atingir a maioridade.
Bocage - Ah, mas é só uma pessoa ou várias ?
Camões - Não sei, mas creio que são para aí umas três. O que eu acho engraçado no Sapão, na perspectiva dele e do PS, muito sinceramente, e agora estou a falar, estou a falar como cidadão, não estou a falar como alguém que possa ter acesso ao Processo, porque ele deixa de estar em segredo e se relatar no seu jornal os dois documentos, isso é a morte física e moral de qualquer pessoa.
Bocage - Pois é!
Camões - Como é que se subsiste a isso ? Vai dizer que é uma calúnia, vai dizer que aquilo não é verdade. É uma coisa que aparece logo no princípio do Processo, aparece logo ali em Janeiro, para aí. Como é que depois vai dizer que é uma Cabala, que é isto, que é aquilo, que é "acoloutro".
Bocage - No fundo está-me a dizer aquilo que nós já sabiamos.
Camões - Os factos quando aparecem são factos com tal poder de destruição, que ele não arrisca. O que é que ele vai dizer, que é uma Cabala ?
Bocage - Pois não pode dizer.
Camões - Portanto, basicamente ele está num beco sem saída e está a tentar ganhar mais dois meses. Mas, para quê ?
Bocage - Não se percebe bem, talvez para minimizar os estragos em relação ao PS.
Camões - Talvez, mas de qualquer maneira é a crónica de uma morte anunciada.
Bocage - Ok, um resto dum bom domingo.

Escuta nº 3

Bocage – Queria encomendar 2 garrafas de gás.
Camões – Mas eu só tenho uma.
Bocage – Não é o que dizem
Camões – Também há muita gente interessada em levantar pistas falsas.
Bocage – A PJ já reforçou os meios para esta fotografia. Já estão reforçados os meios?
Camões – Já ! Quando foi colocada a questão de nós suportarmos todo o custo de toda a Investigação, o custo humano, foi no sentido de tudo o que fosse necessário, nem que fosse necessário ir buscar pessoas a outros departamentos.
Bocage – E isso já foi feito ?
Camões – Claro, nós estamos a fazer isso. Hoje fazer uma captura, uma detenção, por exemplo, de 3 pessoas simultaneamente, exige 50 a 60 pessoas na rua. Não é fácil gerir isto. Isto parece tudo aparentemente fácil, mas as críticas que foi de tarde, que foi de dia, que foi não sei o quê, mostra que ninguém vê o que está por detrás disso tudo.
Bocage – Mas é que isto ninguém percebeu. Porque é que foi às 10 da noite ? Já agora, por curiosidade mórbida, entre aspas, porque é que não foi de manhã ?
Camões – Por 2 razões: para já o cheque da posição do MP esteve hesitante até ao fim da tarde, por causa da história do perigo de fuga. Não sei exactamente a decisão, que por sinal já foi tardia. Em 2º lugar, estamos a falar obviamente em off?
Bocage – Com certeza, ainda continuo a ser Bocage.
Camões – Em 2º lugar tem de entender que ter de fazer a vigilância a cada gajo, que tinha 2 a 3 casas, tem de se estar em cada casa, portanto a equipa que está a fazer vigilância em determinada casa, quando vir sair a pessoa, a equipa faz vigilância, não faz outra coisa; não se podem queimar noutras actividades. A equipa de vigilância de uma determinada casa, quando vê sair a pessoa abruptamente de casa, comunica à equipa operacional, que é a equipa que vai fazer a detenção. Portanto, depois há aquela saída abrupta em direcção à Auto Estrada do Sul e tivemos necessidade de alterar o dispositivo.
Bocage – Pelo que eu estou a perceber, foi a própria PJ quando viu o senhor em direcção à Auto-Estrada do Sul, terá alertado o MP para essa situação.
Camões – Não, creio que não. Mas não posso precisar, era tudo uma questão de minutos, não sei, sinceramente não sei, porque eu para minha própria protecção tenho-me afastado das decisões em concreto. Mas sei que a disponibilidade de meios foi enorme, como deve calcular
Bocage – Vou-lhe pedir autorização para escrever uma peça pequena, nunca o citando, que além daquilo que vem no Comunicado, não há qualquer atrito entre o MP e a PJ, a PJ inclusivamente já reforçou os meios, porque se trata de uma Investigação muito complexa, dou o exemplo, que no caso da detenção do Carlitos Cus e dos outros 2 senhores, tiveram cerca de 50 homens na rua; posso escrever isto ?
Camões – Pode, pode.
Bocage – Foi uma Operação muito complexa e a PJ continua disposta a ajudar o MP naquilo que for necessário…
Camões - …é o imperativo legal, como sabe…
Bocage - …e a libertar mais meios de outras brigadas de outras secções da PJ, sempre que o MP assim o entender, para o bom ritmo das investigações.
Camões – Pode escrever isto tudo. Mas isto tem de ser sempre assim. Isso é uma questão de bom senso.
Bocage – Mas esta história do Jornal de Notícias de bom senso não tem nada.
Camões – É uma notícia de contra-informação, de submissão, de inquietação. Mas isso não há-de ser a última, pois não.
Bocage – Pois não, pois não. Mais uma vez muito obrigado pelo gás.
Camões – Não tem de quê, tenho uma bilha muito grande.


 

PASTA Nº 10

Envelope 9

Apenso V

O verdadeiro Conteúdo das Disquetes

 

A base de dados da facturação detalhada da PT, era apenas numérica e os jornalistas do pasquim "24 horas" transformaram-na numa base de dados nominativa ("telefonámos para os próprios números para descobrir a titularidade" - Quim Oliveira, jornalista arguido), entrando assim em aspectos da reserva da vida privada, o que é vedado pelo artigo 3º da Lei de Imprensa. O exame pericial dos ficheiros, marcado para 13 de março pelo juíz de instrução criminal, foi suspenso e adiado por um incidente de escusa apresentado pelos arguidos à abertura dos seus computadores. Incidente seguido de recursos ainda pendentes. Eles irão fazer tudo para que a verdade nunca se saiba.

O que o Quim oliveira disse que fez com o ranhoso do kricas é mentira. O TSOR sabe que há números de telefone confidenciais de casas que estão vazias e, portanto, ninguém atende e eles nunca poderiam saber os nomes. A listagem total dos nomes completos indica que o pasquim "24 Horas" usou métodos mafiosos para a conseguir. E o fio da meada começa no jornaleiro Kricas, o prostituto da informação ("até a mãe é capaz de pôr a render" - General Tubarão), mais precisamente pelo telefone que ele utiliza, passando pelo Quim Oliveira ("um Zé ninguém agarrado" - Tenente Proveta) e acabando no funcionário da PT ( o Janeca), que lhes passou a informação.

Mas por detrás disto estão os registos telefónicos das conversas entre os trafulhas, que constituem o objecto do crime. O TSOR torna assim públicos os telefonemas.

 

Transcrições dos contactos telefónicos de alguns gabinetes oficiais e afins

Telefonema nº 1

Guertrudes - Casa do Relvas, bom-dia.
Desconhecido - Eu queria marcar uma refeição.
Guertrudes - Olá senhor ministro, a sua voz amaricada é inconfundível.
Desconhecido (ministro) - A senhora é muito esperta, ninguém a engana.
Guertrudes - São muitos anos a dirigir esta Casa de Pasto muito especial.
Desconhecido (ministro) - "Casa de Pasto"? Eu já a proibi de dizer esse nome. A senhora é uma "Ama", ouviu bem ? Se não eu dou ordens para lhe tirarem os subsídios. Quer-nos lixar ?
Guertrudes - Desculpe, desculpe senhor ministro, eu estava só a brincar.
Desconhecido (ministro) - E se estiver alguém a escutar ?
Guertrudes - A escutar ? Então vocês não controlam isso tudo ? O Monhé é que manda nas polícias.
Desconhecido (ministro) - O Monhé e o Sapão de Ferro fazem o que podem, mas o Estado de Direito ainda funciona, coxo, mas ainda funciona.
Guertrudes - Então o que é que o senhor quer?
Desconhecido (ministro) - O costume.
Guertrudes - Um franguinho, um charuto e um copo de whisky.
Desconhecido (ministro) - A senhora está «ché ché». Essa dose é a do senhor Cus.
Guertrudes - São tantos e com tanta tara, que eu já não tenho cabeça para tudo.
Desconhecido (ministro) - Quero um franguinho para lhe arrebentar o mealheiro.
Guertrudes - O senhor dá-me cabo dos frangos todos. Quem diria, com uma cara dessas. Traz alguém consigo ?
Desconhecido (ministro) - O mirone do costume.
Guertrudes - O Sapão de Ferro ?
Desconhecido (ministro) - Afirmativo. Ele só gosta de ver comer.
Guertrudes - Mas desta vez não fica atrás das cortinas. Na semana passada sujou-mas todas.
Desconhecido (ministro) - Ele paga a tara.
Guertrudes - Mas não o suficiente. Nem para a sopinha dos ranhosos chega. Eu fiz um buraco na parede, ele fica a ver em cima duma cadeira.

Telefonema nº 2

Guertrudes - Casa do Relvas, boa tarde, fala a proprietária.
Desconhecido - Diplomata em linha, quero amassar um protegido.
Guertrudes - A "Caldeirada" do costume ? Um "chouriço de sangue" uma "alheira".
Desconhecido (diplomata) - Um deles tem de saber dar murros na minha careca.
Guertrudes - Esteja descansado, o prato ser-lhe-á servido com requinte.

Telefonema nº 3

Presidencia - "Casa das Ervas" ?
Guertrudes - Sim, somos nós, "Casa do Relvas".
Presidencia - Relvas ? Ervas...eu disse ervas.
Guertrudes - Tanto faz, senhor presidente, o que vocês querem tem muitos nomes
Presidencia - A senhora conhece-me ? Estou a falar com quem.
Guertrudes - Com uma ama chamada Guertrudes.
Presidencia - Guertrudes ? Não conheço. Geralmente quem me atende é uma brazileira.
Guertrudes - A ex do Apresentador ? Não está, pirou-se para não ser presa.
Presidencia - Casa vez entendo menos...Bem, adiante, eu queria uma "Ervas da Brandoa" para ter....ter mais desejo pela Zé.
Guertrudes - Quer ter "pau", não é senhor Presidente ? Mas as nossas ervas só são servidas aqui no Alentejo. Os seus amigos ficam com um tesão danado. Eles deixam os franguinhos feitos em farrapos.
Presidência - Não, tanta potência dá cabo de mim e da minha Zé.
Guertrudes - Mas a primeira-dama também anda metida nisto ?
Presidencia - Adora, mas com moderação.
Guertrudes - Isto anda tudo do avesso. Não admira que há 20 anos tenham conseguido esconder isto tudo.
Presidencia - Então manda-me o chá pelo correio ?
Guertrudes - Para Belém ?
Presidência - Um dos meus assessores fica cá à espera.
Guertrudes - O seu assessor também gosta ?
Presidência - Os assessores, os guardas, todo o pessoal. Eu sou muito liberal e republicano, gosto de sentir o povo.
Guertrudes - Neste casa "os filhos do povo". O senhor Bóbó vai entregar-lhe o produto directamente da fábrica.
Presidência - Bóbó ?
Guertrudes - Não conhece o senhor Bóbó ? Mas quem é o senhor ?
Presidência - O Jorge de Belém.
Guertrudes - Esqueça, esqueça, isto é a "Casa do Relvas" e não a "Casa das Ervas".
Presidência - Mas eu cliquei na tecla "7".
Guertrudes - Tecla "7" ? Nunca lhe ensinaram que é proibido carregar nas teclas dos outros ? A "7" não é a sua...o...garantiu-me que era segura.....
Presidência - Está lá, está lá....devia ter ligado do meu telefone pessoal e não do gabinete do....

Telefonema nº 4

Desconhecido - Alô, "Escolinha do André"...mostra a catota (voz baixa para alguém ao lado).

Guertrudes - Senhor André, há muito tempo que não vem à "Casa do Relvas".
Desconhecido (André) - Mudei-me para Luanda. Aqui não faltam é franguinhos e franguinhas, já assados.
Guertrudes - O senhor é um homem esperto. Eu vi a sua entrevista no "Expresso". Anda muito amiguinho dos pretos.
Desconhecido (André) - O barco qualquer dia afunda-se.
Guertrudes - Também já diziam isso há 20 anos atrás.
Desconhecido (André) - Mas agora....(caiu chamada).

Telefonema nº 5

Desconhecido - Estou ?
Secção - Secção "Perdidos e Achados" dos urinóis de Setubal.
Desconhecido - O que deseja ?
Secção - Falar com o senhor Eurico.
Desconhecido - É o próprio.
Secção - Temos aqui uma pasta em seu nome, há vários anos, que contém documentos oficiais do Ministério da Defesa e fotografias de crianças nuas, rapazes de pau feito.
Desconhecido (Eurico) - É engano eu não sou o Eurico, o meu nome é Melo....Melo também não...De...De também não...vá chatear outro...estou aqui tão resguardado no Norte...(desligou).

Telefonema nº 6

Desconhecido - Está ?
Desconhecido 1 - Kricas ?
Desconhecido - Sim.
Desconhecido 1 - É o R. Sá. Tenho aqui a bomba.
Desconhecido (Kricas) - Tu és lixado. Já me tinham dito que não tens escrúpulos e usas todos os meios...
Desconhecido 1 (R. Sá) - Todos, mesmo todos, mas tu também não ficas atrás. Quanto é que o Cus te pagou para que tu negues um acto, mesmo com ele a acontecer à tua frente ? Nós vimos as fotografias e não temos dúvidas. O gajo andou mesmo a comer putos !
Kricas - Pagou-me bem e continua a cagar. O negócio dos putos com a puta brazileira deu dinheiro como o caraças. Tu também o andas a chupar bem.
R. Sá - Sem dó nem piedade e um dia destes ainda peço para papar-lhe a mulher.
Kricas - A peixeira ? Depois sou eu. Ela também só se casou com ele porque senão ia para a lota. Então conta lá a novidade.
R. Sá - Preciso que fales com o Karlos Thomas para que ele publique, um dia destes, não há pressa, no "23 Horas", uma alteração que eu fiz numas disquetes, com um "artista" que conheci na Colombia.
Kricas - E o que é que eu ganho com isso ?
R. Sá - Fama.
Kricas - Só ? Quero uns cobres. Isto qualquer dia acaba e eu...
R. Sá - ...voltas a ser a mesma merda !
Kricas - Deixa lá que tu. Casaste-te com uma que se diz Dra. mas não acabou o curso...
R. Sá - Kricas, Kricas, vamos lá a baixar a bólinha...vamos ao que me interessa. Preciso que fales com a Vanessa.
Kricas - ...Vanessa ?
R. Sá - ...aquela ranhosa que escreve notícias a nosso favor em troca de umas doses de produto e que ultimamente só tem feito merda quando fala do Souto.
Kricas - ...Tânia, o nome dela é Tânia...
R. Sá - ...é um nome xungoso na mesma. Quero que ela faça um trabalhinho...

(voz de miúdos)

R. Sá - ...tens aí miúdos, ó Kricas...
Kricas - ...são sobrinhos..
R. Sá - Sobrinhos ? Tu ainda andas a papar miúdos. Isto está perigoso. Vou mas é desligar...

 

PASTA Nº 11

Documento apreendido num "Diário"de um cliente do Parque Eduardo VII

ACUSO!

CRIKAS, o Repórter Contratado

Em 1979 o Parque Eduardo VII era uma mina de ouro.
O Hórus viu as potencialidades daqueles meninos e resolveu alugar o Palacete existente na Quinta Leacock. Os donos já tinham morrido e a herdeira estava a passar dificuldades com as sequelas do 25 de Abril.
Quando o Hórus tomou conta da área do palacete, fortificou-a. Guarda 24 horas por dia, holofotes a cercarem a área e uma matilha de 30 cães. Havia treino de tiro ao alvo com pistolas, quase todos os dias.
Os clientes ilustres do Parque Eduardo VII foram avisados do novo local, requintado e com direito de admissão, e com eles vieram outros...muito conhecidos.
Mas as actividades não se ficaram por brincadeiras com crianças. Apareceu a droga e os rituais satânicos. As mulheres de túnicas vermelhas passeavam-se, por vezes, pela entrada da quinta. Todos os quartos estavam equipados com alarmes e vigilância.
Nas 5 fotografias entregues ao Inspector Bigornas, pelo Paulinho do Parque, aparece o Cornélia, um cliente assíduo do Palacete , pertencente à Secção I. O Padre, pertencente à secção II, era cliente assíduo do quarto nº 13 do segundo andar, onde alguns anos antes o dos Porcos levava a comida à patroa, que estava louca desde a morte do marido, e andava à procura dele pelo vasto palacete.
Após a mudança, foi transformado no quarto do misticísmo, com Pedófilia e Bruxaria à mistura. Aqui eram atraidos todos os facínoras e monstros. O Soprano, baixinho, com óculos e careca, perdia sempre o controle sobre as emoções secundárias e transformava-se num canibal sexual. Compensava depois generosamente as pequenas presas.

Mas o que é que o Crikas tem a ver com isto?

A chave chama-se Faraó, também da secção I, colega de brincadeiras do Cornélia. O Faraó é muito poderoso, já teve muitos cargos importantes e é amoral. O Cornélia sabe que se falar, todas as pessoas das suas relações estarão em perigo. Então, contratou o Crikas, um repórter falhado, capaz de fazer tudo para sobreviver, inclusive ser correio da Rede Holandesa. Dele só querem o nome, e que vá publicando as histórias, que levarão ao Faraó se o calor apertar.

O Faraó é muito poderoso, tem Poder para alterar um país!

Verão...

 

 

PASTA Nº 12

A VERDADE SOBRE CAMARATE

CONSELHO SUPERIOR DE INFORMAÇÃO

 

"O CRIME QUASE PERFEITO"

O RELATÓRIO DA LINHA DO ESTORIL

A Pergunta: O que diz a MINUTA do RELATÓRIO 2A
sobre "Actividade Ostensiva no Palacete Leacock" ?

 

Que Actividade era esta ?

"Meninos, Meninas, Mulheres, Homens, Tráfico, Jogo e
....Conspiração" - disse-nos o Inspector Bigornas !

Segundo fontes da Brigada Bigornas todos os clientes
usavam "nicknames" e havia diariamente uma senha.

Numa festa na noite de 26 de Novembro de 1980 a senha para a secção V foi a seguinte:

"Vamos à Festa do Cavaleiro atirar a Roda da Carroça"

Numa Festa na noite de 3 de Dezembro de 1980 a senha para a secção V foi a seguinte:

"Nunca peças emprestada a Mota do Macléu, pois
arriscas-te a ficar com as peças na mão"

" No dia seguinte deu-se o Acidente em Camarate " -
- contou-nos o Inspector - Chefe Alpedrinha.

Numa Festa na noite de 5 de Dezembro de 1980 a senha para a secção V foi a seguinte:

"Hoje vamos recolher as Latas do Peditório e substitui-las pelas do Bakaus"


"A Instância oficial que dava pareceres sobre a venda
de armas é substituida por outra, favorável ao Núcleo
Iraniano de Porto Salvo" !

Os Clientes estavam organizados por Secções (vícios). Os Baralhos eram constituidos por 2 secções.
Secção I: Branca de Neve, Cornélia, Faraó,
Magestade, Agente Secreto, Capitão Porão,
Spectator, Eunuco, Kim, Terceiro Homem, Catalão.
Secção II: Pédagora, Spartacus, Milhas,
Grilo , Padre, Garbo, Agente Duplo,
Catalão, Mancha Negra, Soprano e Tubarão.
Porque é que cada Secção era constituida por
11 elementos ?

Quem fazia parte do Grupinho "Secção V",
a mais importante e misteriosa ?

Secção V: Pédagora, Spartacus, Papisa, Imperatriz,
Estrela, Mancha Negra, Soprano, Trovão, Flor-de-Lis
Barra.

"O Filho dum destes Ilustres estava sempre bêbado no
Marginalíssimo à espera do pai"- informou-nos o Chefe
de Brigada Henrique da Rebelva.

Quem era o Governante que mandava o Carro
Oficial buscar a amante a casa ?

O que queriam dizer as iniciais LCN numa das portas?

Continua algures no Site (por questões de Segurança)
Aviso: o seu rasto será seguido se quiser saber mais !

 

 

PASTA Nº 13

Ficheiros Secretos

 

Ficheiro nº 1

Porque é que eu apresento
aquela Festa de Borla até 2010 ? Então, eles fotografaram a Festança na Grécia e
mostraram-me as provas !

 

Ficheiro nº 2

S.I.R. (Serviço de Informação da RIAPA)

Tenente Proveta

Alberto Costa – Ministro da Justiça


Um dos Factos da sua vida de que mais gosta de se gabar é o de ter sido DESERTOR.
Um certo dia veio a Portugal uma Alta Autoridade do Governo de Angola, responsável pela polícia, para falar com alguém do Governo Português (Governo de Guterres). Acabou por ser recebido pelo Ministro da Administração Interna da altura, Alberto Costa.
O Sr. Alberto para pôr à vontade o seu interlocutor Angolano, pensando que assim cairia nas suas boas graças, começou por dizer que no seu currículo tinha a tal DESERÇÃO.
Mas o curioso aconteceu. Após a reunião, o representante angolano foi expressar a sua indignação e ofensa à pessoa responsável pelo encontro, pois não tinha arranjado melhor pessoa do que um DESERTOR.
Eis que o DESERTOR está de volta. E logo para a Justiça!

 

 

Ficheiro nº 3

S.I.R. (Serviço de Informações da RIAPA)

Tenente Proveta

Mário Lino - Ministro das Obras Públicas

É o autor de um Blog www.alforge.blogspot.com

E co-autor de outro www.puxapalavra.blogspot.com

 

 

Ficheiro nº 4

O Ánhuca de Caxias.

Há um anos atrás construiu uma Vivenda em Caxias

e Declarou nas Finanças o equivalente a um T0 na Brandoa.

Será que já corrigiu o "erro"?

 

 

Ficheiro nº 5

Percurso Académico do Pinto

As Dúvidas da Nação

Na biografia oficial do PS dizem que o Sousa é "Licenciado em Engenharia Civil".

1ª Questão - Licenciatura

O "Diário de Notícias" de 3 de Fevereiro dizia que "quando voltou à Covilhã, em 1981, já tinha completado o Bacharelato com a Licenciatura, em Lisboa". A única licenciatura que havia nessa altura era no Técnico, onde fontes da RIAPA nos disseram que o Sousa nunca lá andou.

1ª Mentira - em 1981 o Pinto não estaria Licenciado por Lisboa.

(não está inscrito na Ordem dos Engenheiros)

2ª Questão - Pós-Graduação

"Concluiu depois uma pós-graduação em Engenharia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública" - C.M.

2ª Mentira - não existe esta pós-graduação.

3ª Questão - Mestrado

"Terminou recentemente um mestrado em Gestão de Empresas" - Correio da Manhã

3ª Mentira - Está ainda a frequentar.

4ª Questão - Nova Licenciatura

Agora dizem que a Licenciatura foi obtida em 1986 pela Universidade Independente. A Universidade recusou-se a dar informações ao nosso repórter Escoto sobre as equivalências concedidas, os exames, as notas e as datas em que se realizaram, alegando "reserva da intimidade da vida privada", à revelia da Lei que obrga que as notas dos alunos sejam publicadas.

Dão ao Registo Académico o mesmo estatuto que à Orientação Sexual!

Quem não Deve não Teme

A Lei tem de ser cumprida, assim como a Obrigação Política de Transparência!

 

 

 

PASTA Nº 14

A Golpada dos Manos

O ParqueMilhões não poderia ter aparecido em melhor altura para os manos. O nome do benemérito: Domingos.

O Domingos foi ter com o Ricardo (Ric) e disse-lhe que queria presentear o mano com 200 mil euros. Os olhinhos do Ric brilharam e telefonou logo ao Zézinho:

- Mano, veio ter comigo uma mina de ouro - e po-lo ao corrente do sucedido.

O Golpe foi montado. O Ric e o simularam uma "indignação", e ficou decidido que o Ric iria fazer uma queixa à Direcção dos Crimes Económico-Financeiros da PJ. As autoridades montaram um esquema em concluio com os queixosos, que culminaria com um 4º encontro no bar do hotel Mundial, no Martim moniz, onde o Domingos entregaria a prenda, sendo apanhado pela PJ em flagrante. Por razões desconhecidas para a autoridade, mas óbvias para nós, esta reunião nunca se realizou. Os maninhos tinham calculado tudo ao milímetro: ganharam o ParqueMilhões e o título de heróis. O Zézinho ficou com uma carreira política vitalícia, por ter sido considerado pelo povo um incorruptível e o mano Ric conseguiu que os seus escritórios fossem contratados pelo Domingos para o defenderem. A Rita, que trabalha no escritório do Ric, está agora a defender o Domingos. Os 200 mil irão assim ser multiplicados por 100 ou mais!

"A advogada da Bragaparques partilha o escritório com Ricardo Sá Fernandes. Alega o artigo 91º do Estatuto da Ordem dos Advogados, segundo o qual causídicos de partes contrárias não podem estar no mesmo escritório, para apontar o dedo ao colega. Rita Matias entende ainda que Ricardo Sá Fernandes não poderia encontrar-se com o seu cliente, Domingos Névoa, sem lhe pedir autorização prévia. Apresentou queixa contra o seu colega de escritório no Conselho de Deontologia e no Conselho Superior da Ordem dos Advogados ".

Expresso 27/01/2007

Areia para os olhos

No assalto ao escritório do Ricardo os gatunos só levaram dois monitores de um anexo frequentado por estagiários.

 

PASTA Nº 15

O Processo "OeirasLocal"

 

RÉU: OEIRAS LOCAL
Oeiras a Par e Passo - oeiras@mail.com
(www.oeiraslocal.blogspot.com)

CRIME: Basfémia ao Exmo. Senhor Comandante Guélas, Potestade da Net!

Queixosa

Eu sou uma senhora e não gosto de me meter nestas coisas de gentinha, mas enfim, cada um é para o que nasce e uma mulher como eu tem obrigações. Tenho muita pena dos miúdos que fazem parte do Gang "Oeiraslocal". Têm uma linguagem do Seixal, ainda parece que vão com a mãe vender fruta. Acho que os ricos devem fazer uma plástica, comprar roupinhas de marca, e deixar a linguagem de esquerda carroceira que é tão pobrezinha. E o pior desses queridos, não é serem pobres, é serem pobres e parecê-lo.

Ass.: Lili Canecas

AVISO nº 1

Vimos por este meio informar V.Exas. de que apresentamos queixa no Tribunal do Santo Ofício da RIAPA (TSOR) contra os insultos de que foi alvo o Exmo. Comandante Guélas por parte deste pasquim!
Brigada Bigornas | Homepage | 23.03.2006 - 782

AVISO nº 2

Vimos por este meio informar V.Exas. que o Tribunal do Santo Oficio da RIAPA (TSOR) recebeu uma queixa contra o V. Blog da parte da Exma. Senhora Lili canecas. Será assim aberto um inquérito às Blasfémias proferidas contra o Exmo. Senhor Comandante Guélas por alguns membros deste pasquim.

Para mais informações sobre as penas a que poderão estar sujeitos consultar www.tribunalsantooficio.com.sapo.pt

General Tubarão
Brigada Bigornas | Homepage | 25.03.2006 - 146

AVISO nº 3

Vimos por este informar V. Exas. de que o Tribunal do Santo Oficio da RIAPA deu início à investigação (Pasta 15) da queixa apresentada contra o vosso pasquim, pela senhora Lili canecas. Informamos também que temos em nossa posse todas as Blasfémias proferidas por alguns membros do vosso blog.

Anexo:

"Eu sou uma senhora e não gosto de me meter nestas coisas de gentinha mas enfim, cada um é para o que nasce e uma mulher como eu tem obrigações. Tenho muita pena dos miúdos que fazem parte do gang «Oiraslocal». Têm uma linguagem do seixal, ainda parece que vão com a mãe vender fruta. Acho que os ricos devem fazer uma plástica, comprar roupinha de marca, e deixar a linguagem de esquerda carroceira que é tão pobrezinha. Eo pior desses queridos, não é serem pobre, é serem pobres e parecê-lo"
Brigada Bigornas | Homepage | 26.03.2006 - 103 | #

 

BLASFÉMIAS DETECTADAS

Blasfémia nº 1

O indecoroso do "riapa" foi APANHADO!
Caros Amigos(as) Bloggers,

como todos têm percebido a motivação do Oeiras Local tem sido pela 2ª vez confrontada com a vergonhosa prestação do indecoroso senhor de um sítio de nome "riapa" cuja SAPO continua a dar guarida.

Finalmente conseguimos descobrir os IP's desse senhor:
87.196.141.205
87.196.231.153
87.196.239.234
87.196.141.243
87.196.194.211

Agradecemos desde já a divulgação pela blogosfera dos mesmos, pois pelo que já nos apercebemos existem imensos blogs que têm sofrido o mesmo tipo de ataques que o blog Oeiras Local.

Mais informamos que por motivos pessoais, de ausência forçada (fugiu à responsabilidade perante o Exmo. Senhor Comandante Guélas) no estrangeiro por cerca de 5 anos, vamos colocar em prática um dos desígnios deste espaço Democrático: Vamos abrir a oportunidade de passar a gestão deste espaço para outras mãos!

Assim a quem estiver interessado em continuar dignamente a prestar este serviço, esta missão aos Oeirenses, agradecemos que nos envie um email a manifestar tal interesse que logo de seguida serão enviados os logins de acesso ao email do blog bem como o de gestão do blog!

Gratos pela colaboração de todos os que até aqui nos têm acompanhado,

o meu fraterno abraço e

um sempre BEM-HAJA!!!

Joaquim José de Carvalho e Melo.

Blasfémia nº 2

Para quem tem matéria mais que suficiente para incriminar os "indecorosos" que oportunisticamente impingem, em espaços abertos como este, uma linguagem que fere terceiros... penso que uma queixa na polícia ou judiciária (informem-se com um advogado!) poderá ter os seu frutos

É que estes gajos do RIAPA ainda não perceberam que a libertinagem tem um preço muito alto!!!
Luis Fernandes | 16.03.2006 - 749

Blasfémia nº 3

Joaquim José,
somente para o informar que os palermas do riapa, voltaram a poluir vários blogs, desta vez com o IP: 213.22.164.103

Sei que já foi apresentada queixa na Judiciária por forma a identificar estes fulanitos, para que se possa proceder perante o tribunal de forma mais consistente (contou-me um colaborador deste espaço, o Vasco!)

Também tomei conhecimento desta situação no blog que muito visito de um deputado que com certeza irá com o poder que lhe assiste investigar esta situação, pois estes indecorosos (não os poderia o senhor definir melhor!) não medem bem as palavras que utilizam.

Cumprimentos,
Luis
Luis Fonseca | 21.03.2006 - 042 |

Blasfémia nº 4

Obrigado Luis, de facto já tivémos uma comunicação por email por parte do Meirelles a dar estas mesmas indicações.
Uma coisa tenho a certeza, a justiça tem que ser exemplar com casos como este por forma a que estes espaços sejam democraticamente respeitados por quem os frequenta.
Se não os querem respeitar, simplesmente não participem, ou fiquem-se por espaços mais a haver com a sua índole!
JJCM | 21.03.2006 - 046 | #


Pena Aplicada

De grau 1 de Carácter Material

 

PASTA Nº 16

Chulos da Nação

Nem tudo vai mal nesta nossa República (pelo menos para alguns) !
Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles!) a um subsídio que dizem de reintegração (coitados, tem de voltar para esta selva que é a luta pelo pão de cada dia nos seus antigos lugares de administração ou de profissionais liberais tão mal pagos, como sabemos) :
- um mês de salário (3.449 Euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.
Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 Euros). Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 Euros). Feitas as contas os deputados que saíram custaram ao Erário Público mais de 2.500.000 Euros!
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos!) Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:
Almeida Santos ......................... 4.400 Euros;
Medeiros Ferreira ......................... 2.800 Euros;
Manuela Aguiar ......................... 2.800 Euros;
Pedro Roseta ......................... 2.800 Euros;
Helena Roseta ......................... 2.800 Euros;
Narana Coissoró ......................... 2.800 Euros;
Álvaro Barreto ......................... 3.500 Euros;
Vieira de Castro ......................... 2.800 Euros;
Leonor Beleza ......................... 2.200 Euros;
Isabel Castro ......................... 2.200 Euros;
José Leitão ......................... 2.400 Euros;
Artur Penedos ......................... 1.800 Euros;
Bagão Félix ......................... 1.800 Euros.

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos os seguintes:
Luís Filipe Pereira ......................... 26.890 Euros - 9 anos de serviço;
Sónia Fortuzinhos ......................... 62.000 Euros - 9 anos e meio de serviço;
Maria Santos ......................... 62.000 Euros - 9 anos de serviço;
Paulo Pedroso ......................... 48.000 Euros - 7 anos e meio de serviço;
David Justino ......................... 38.000 Euros - 5 anos e meio de serviço;
Ana Benavente ......................... 62.000 Euros - 9 anos de serviço;
Mª Carmo Romão ......................... 62.000 Euros - 9 anos de serviço;
Luís Nobre Guedes ......................... 62.000 Euros - 9 anos e meio de serviço.
(Estes são os mais conhecidos)

A maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente na última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000 Euros cada!!!
É ESTA A CLASSE POLÍTICA QUE TEM A "LATA" DE PEDIR SACRIFÍCIOS AOS PORTUGUESES PARA DEBELAR A CRISE...
MAS... HÁ MAIS !!!


APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado! A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 Euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.
A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.
A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro.
Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.
Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4.000 Euros mensais (800 contos).Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.
A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2.000 Euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.
Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5.000 Euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 Euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate (!?) em Moçambique já depois do 25 de Abril (???????? Algum turra que não ouvia rádio nem lia jornais???????), e cerca de 250 Euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.
Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1.200 contos (6.000 Euros) limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

 

PASTA Nº 17

OPERAÇÃO "MANJEDOURA"

Inquérito à ausência dos Deputados na Manjedoura na sessão da Páscoa

Queixa: "Junto envio ao TSOR a tabela com as faltas dos deputados entre os dias 10 de Março e 30 de Novembro de 2005, ou seja, os primeiros 8 meses da Manjedoura (61 sessões), para que sejam devidamente punidos por sua Exa. o Comandante Guélas. Aproveito também para denunciar a ausência de 84 destas coisas na última sessão que assinaram e foram-se embora ou falsificaram as assinaturas, sendo isto considerado um crime."

Lena Lentes

Tabela:

Nome
Gang
Faltas
Virgílio Costa
PSD
24
Carrilho
PS
23
Dias loureiro
PSD
21
João Soares
PS
21
Nuno C. Pereira
PSD
21
Marques Mendes
PSD
20
Paulo Portas
PP
19 (1)*
Gonçalo Santos
PSD
19
Jerónimo Sousa
PCP
18
Paulo Rangel
PSD
18
Matilde Franco
PS
17
António Vitorino
PS
16
Luis Ferreira
PSD
16
Marco Costa
PSD
16
Álvaro Castelo-Branco
PP
16
Ceia da Silva
PS
15
Jacinto Serrão
PS
14
José Lamego
PS
14(2)*
Pina Moura
PS
12
Paulo Coelho
PSD
14(1)*
José Cesário
PSD
14
José A. Branco
PSD
13
Jorge Neto
PSD
13
Luisa Mesquita
PCP
6
Pires de Lima
PP
13
João lopes
BE
10
Ana Drago
BE
6
Fernando Rosas
BE
6
Francisco Madeira
PEV
2
Heloisa Apolónia
PEV
1
* Injustificadas

 

Despacho

"Fica por este meio incumbido o TSOR a proceder a uma investigação completa aos delitos cometidos pelos ruminantes"

Comandante Guélas

 

Folha de Dados nº 1

Nome
Gang
Tipo de Falta
Jorge Coelho
PS
LF
Marcos Perestrello
PS
LF
Afonso Candal
PS
LF
Carrilho
PS
LF
Mota Andrade
PS
LF
Manuel Alegre
PS
LF
Vitorino
PS
LF
Pina Moura
PS
LF
José Lamego
PS
LF
João Soares
PS
LF
Miguel Macedo
PSD
LF
Henrique de Freitas
PSD
LF
Pedro Duarte
PSD
LF
Zita Seabra
PSD
LF
Guilherme Silva
PSD
LF
Matos Correia *
PSD
LF
Nuno Câmara Pereira
PSD
LF
Luis Ferreira
PSD
LF
José Branco
PSD
LF
Helena Costa
PSD
LF
Paulo portas
PP
LF
João Rebelo
PP
LF
Abel Baptista
PP
LF
António Lima
PP
F
Pedro Soares
PP
F
Francisco lopes
PCP
LF
Luisa Mesquita
PCP
LF
Alda Macedo
BE
F
* Presidente da Comissão Parlamentar de Ética
LF - Assinou livro mas faltou à votação / F - Faltou toda sessão

Folha de Dados nº 2

Livro de Presenças da Assembleia da República

194 - assinaturas (230 deputados)

110 - presentes na votação

84 - assinaram e foram-se embora ou falsificaram assinaturas

PS - 42 assinaram e ausentaram-se

PSD - 30 assinaram e ausentaram-se

João Rebelo esteve no Algarve em trabalho político, mas vai apresentar falta injustificada,» (PÚBLICO, 14.4.2006: 13).

«Faltei por motivos pessoais que não se enquadram nas possibilidades previstas pelo regimento», referiu João Rebelo (CM, 18.4.2006).

«[João Rebelo ausentou-se] com minha autorização porque em trabalho t[eve] de se deslocar», referiu Nuno Melo (TSF, 13.4.2006)

.
«[O] líder parlamentar, Nuno Melo, tentou contactá-lo via telemóvel, mas o parlamentar estava incontactável. Melo depreendeu, então, que estaria em trabalho político.», (CM, 18.4.2006).

Folha de Dados nº 3

46 deputados usaram como razão para justificar a falta na votação, o "trabalho político". Basta dizerem isto, não sendo preciso fundamentar.

"Tá bem Tá"!

INTERROGATÓRIOS

 

Inquérito Nº 1

Nome: Drago, Ana

Nickname: Ana dos Traques

Inquisidor: General Tubarão

General Tubarão - A senhora de(puta)da já faltou a seis sessões plenárias nesta legislatura. porque é que acha que ir a Londres aos saldos é trabalho político?
Deputada Traque - Senhor General, é trabalho político porque fui contribuir para o fomento do turismo britânico (principalmente o mais ligado às bombas) no Algarve, fazendo eu turismo em Londres. Está a compreender?
General Tubarão - Para vocês faltar ao trabalho para irem pasear, é defender a Indústria Nacional do Turismo. A senhora além de deficiente física, também tem um déficite na Inteligência. Não admira que só tenha lugar na Esquerda Caviar.
Deputada Traque - O senhor está a ofender-me a mim e ao gang onde trabalho. Eu não fui a única. O meu colega Teixeira já faltou dez vezes e não está aqui. Mas fique sabendo que no Bloco nunca dizemos 'não' à pátria, nem que para isso sejamos obrigados a ir com o chefe aos saldos a Londres.

General Tubarão - Já vi que faltar ao trabalho não a incomoda, nem dá mau aspecto. Quanto ao 'aspecto', já bastam todos vocês do bloco, mas faltar? E ainda por cima podem ir para lá dormir, que ninguém dá pela vossa falta.
Deputada Traque - Mas eu não faltei, ou melhor faltei, mas não foi uma falta, foi trabalho político para o povo. Fui comprar roupas para os pobrezinhos, os deficientes, os pretos...as minorias. Os meus colegas quando foram a Sevilha ver a bola, fartaram-se de trabalhar, porque comer croquetes com o povo cansa a boca, sendo catalogada como uma sessão de esclarecimento político ao serviço dos interesses supremos da Albânia....Portugal.
General tubarão - Pode retirar-se, senhora deputada.

Inquérito Nº 2

Nome: Mendes, Marques

Nickname: Cuecas de Buda

General Tubarão - Vou ler uma citação que tirei dum jornal e o senhor Mendes confirma se é sua: "precisamos de premiar o mérito e não a lei do menor esforço".
Senhor Mendes - Correcto, essa frase é da minha autoria.
General Tubarão - Então, porque é que o senhor e o seu pai pediram ao major Loureiro uma cunha para dar emprego a um parente seu na Liga? Ele não tinha mérito?
Senhor Mendes - Timidez, ele é muito tímido. Tivemos de ser nós a ir à entrevista com o Valentim....o major.
General tubarão - Estou a ver, estou a ver, o senhor é um benemérito. E a casa de Caxias, o senhor pagou o imposto pela tabela da Brandoa.
Senhor Mendes - Eu paguei o que me pediram.
General tubarão - Mas primeiro o fiscal fez-lhe uma pergunta esquisita:"é dos nossos?". O que é que lhe respondeu?
Senhor Mendes - Eu não percebi, mas como estava com pressa disse-lhe que "sim".
General tubarão - E o seu vizinho de cima disse "não" e passou para a tabela de Oeiras, enquanto o senhor foi para a da Brandoa.
Senhor Mendes - Eu não costumo discutir as "leis". Cumpro-as! E o meu vizinho cometeu uma ilegalidade: enterrou a piscina! Mas eu não estou aqui para falar de coisas que já prescreveram.
General tubarão -
Pode ir, estavamos a analisar o seu conceito de "mérito" e correlacioná-lo com o seu 6º lugar no número de faltas.

Inquérito Nº 3

Nome: Louças, Anacleto das
Nickname: Peidocueca


General Tubarão - Com que então "olhos nos olhos", senhor Anacleto?
Anacleto - Não percebo onde quer chegar?
General tubarão - Não se faça de santinho, nós não somos os tristes que você anda a enganar. As suas estranhas e repentinas viagens a Londres coma sua colega, após as sessões parlamentares, já foram investigadas
Anacleto - Andam a perseguir-me? Eu sou um homem livre, isso é ilegal.
General Tubarão - Defender a Pátria não é ilegal e deixe-se de fitas e de gritaria. Não está em casa, está no TSOR.
Anacleto - Eu vou aos saldos!
General tubarão - Às vezes, às vezes, mas não é só aos saldos. Da última vez nem saldos havia!
Anacleto - Andam a perseguir-me?
General Tubarão - Somos livres de ir onde quisermos. Não estamos na Albânia, senhor Anacleto. Tome cuidado, muito cuidado com o que anda a fazer e com as faltas no Parlamento, justificadas com "trabalho político".

Inquérito Nº 4

Nome: Dias, Joana Cagaral
Nickname: Boquinha Gulosa

General Tubarão - Não acha que o seu curriculum é um pouco exagerado? Pelo que fomos investigar, a maior parte das informações que dá, não podem ser confirmadas.
Joana Cagaral - Isso faz parte da minha vida particular.
General Tubarão - Desde que não recebesse dinheiro do estado, podia inventar o que quisesse. Mas o Instituto, cujo director é o seu pai, recebe dinheiro dos impostos dos portugueses.E a senhora dá lá aulas unicamente por causa da cunha do papá e não por mérito. Portanto, deve ser investigada. E o truque de se juntar ao patife do Mário não resultou. Pensava que ele seria eleito e assim arranjaria um tacho ainda maior.
Joana Cagaral - E o que é que isso tem a ver com as faltas no Parlamento. Eu já nem estou lá?
General Tubarão - Esteve o tempo suficiente para dar nas vistas, como queria. É uma outra forma de prostituição. Não fez nada para o país, só gastou dinheiro ao contribuinte e o papá assim ficou com uma justificação para a contratar: uma ex-deputada, uma mais-valia para a instituição.

Inquérito Nº 5

Nome: Matos, José
Nickname: O Abafador

General Tubarão - O senhor é primo do Pierre Pomme-de-Terre?
Matos - Pierre-Pomme-de-Terre? Havia um "Batatinha" lá no Restelo, mas era muito novo para ser meu primo. E aparecia sempre como "Ramiro"!
General Tubarão - Este inquérito não tem nada a ver com o 'Processo Casa das Pias". O senhor Pierre é de Paço de Arcos e também se chamava Matos.
Matos - E também foi deputado?
General Tubarão - Não, mas andou na mesma escola que vocês. Acabou o ano com a Interpol atrás! Não tem Imunidade. Teve de mudar de nome e ir trabalhar para os Açores.
Matos - Eu nunca tive as autoridades atrás de mim.
General Tubarão - Pudera, sempre teve no Poder. Felizmente apareceu o TSOR para pôr ordem no país. Mas o que nós queremos saber é porque é que deu folga aos deputados.
Matos - Folga? Mas eu dei folga?
General Tubarão - Não me diga que os enganou? Que belo artista que me saiu!

 

PASTA Nº 18

As Trovas do Cerejo

Jornalista que revela indícios de ilícitos criminais

 

 

Carta recebida nos nossos Serviços

Exmo Senhor Comandante Guélas

Venho por este meio denunciar um indivíduo - Zé Tó Cerejo -que tem como hábito fazer circular notícias por dezenas de funcionários, com o objectivo de destruir a vida da pessoa visada. Ouvi dizer que ele é pago, e muito bem pago, por poderosos que pretendem manter o seu nome desligado do Processo Casa das Pias. Como ele está completamente impune, porque o dinheiro compra tudo, venho pedir a V. Exas. que se faça justiça, para que este miserável seja responsabilizado pelos inúmeros indícios criminais que apontam para ele.

Com os melhores cumprimentos de uma pessoa de bem

Tita dos Pés Sujos

 

Despacho do Exmo. Senhor Comandante Guélas

Ordeno que se faça uma investigação exaustiva ao indivíduo de nome popular Zé Tó Cerejo, por exercício repugnante de mau jornalismo.

Comandante Guélas

Potestade da Net

 

Relatório de Investigação

 

Confirma-se o nome popular "Zé Tó Cerejo" e é um "jornalista" menor de um diário de nome "Público". Pelo que averiguámos, faz um exercício repugnante de mau jornalismo, típico de um comunista primário, carregado de frustrações. Nos seus artigos de opinião, o Cerejo nunca dá oportunidade aos cidadãos referidos de expôr os seus argumentos, não respeitando as regras internas do jornal, comportamento típico da comunistada, contra quem lutámos e vencemos.

A troco de quê é que o "Zé Tó Cerejo" viola constantemente, nos seus artigod de opinião, as mais elementares regras legais e deontológicas? Há quem diga que recebe para isso (os seus sinais exteriores não condizem com o que declara às finanças sendo as contas bancárias a prova disto) de forças ocultas, de carácter mafioso, que têm como fim destruir certas pessoas.

Haverá ligações do Cerejo com o Processo da Casa das Pias (acima investigado), nomeadamente aos arguidos mais famosos e abonados? Estará a tentar atirar areia para os olhos da opinião pública, tentando desviar as atenções dos Pedófilos Poderosos, que ainda não foram mencionados( mas que brevemente serão denunciados pelo TSOR) ?

Perfil Preliminar do senhor Cerejo

1 - Faz um exercício diário e repugnante de mau jornalismo: distorce ou omite factos manifestamente relevantes e publica sempre sem ouvir o visado e sem fazer qualquer tipo de deligências, violando as mais elementares regras legais e deontológicas ("não tenho nada que ouvir os visados" - justifica-se constantemente ).

2 - Foram detectadas situações de promiscuidade que envolvem o visado (em investigação).

3 - Assinalados procedimentos ilícitos

4 - Indícios de ilícitos criminais

Conclusão Preliminar

Possui este Tribunal informação circunstanciada sobre os indícios que apontam para que haja uma correlação entre o senhor Cerejo e o Processo dos Franguinhos de Belém.

(continua)

 

 

PASTA Nº 19

O CASO ASCENSO

 

FALSIFICAÇÃO DO LIVRO DE PRESENÇAS DO PARLAMENTO

VERGONHA!

Mensagem escrita enviada na tarde de 23/04/2003 e interceptada pelo TSOR

Ascenso Simões (actual Secretário de Estado da Administração Interna e fiel de Sócrates) era na altura colega de bancada parlamentar de Paulo Pedroso e Secretário de Mesa da Assembleia da República, responsável pelo controle das presenças.

Facto: Paulo Pedroso não estava na Assembleia e Ascenso Simões envia-lhe uma mensagem:

"Queres que assine por ti a folha de presenças?Ascenso."

Segundo os serviços da Assembleia da República (AR), “o sr. deputado Paulo Pedroso esteve presente na reunião plenária de 23 de Abril de 2003".

Esta é a prova do crime!

O Ministério Público não investiga mas o TSOR (Tribunal do Santo Ofício da RIAPA)está no rasto dos canalhas!

Tentaram contactar o ex-deputado, que se encontrava ontem, segundo a sua mulher e deputada do PS, Ana Catarina Mendes, “em viagem para a Roménia”.

 

"O gajo "casou", cansou-se da lua-de-mel e pirou-se para um dos paraísos da pedofilia.

Não se controla, pelos vistos
Å | 06.06.06 - 2:20 am"

(comentário no Blog "doportugalprofundo)

Paulo Pedroso vai receber subsídio da Assembleia da República, para "reintegração"

Para se ter uma impressão do calibre deste "senhor", mandou um dia retirar de circulação os 2750 exemplares do "Jornal de Notícias de Vila Real", porque na entrevista que lhe fizeram quis alterar dados sobre o seu percurso político e profissional.

 

PASTA Nº 20

O Processo "Casa das Pias" da França do séc. XV

Semelhanças com o Processo de Portugal do séc. XXI

Carta recebida nos serviços do TSOR (Tribunal do Santo Ofício da RIAPA), dependencia francesa, no dia 1 de Julho do Ano da Graça de Nosso Senhoro de 1440.

Exmo Senhor Duque Rátinhe Blanche

Venho pedir a V. Exa. que indague sobre o paradeiro do meu filho Pierre Pomme-de-Terre, que foi à xinchada com os amigos ao Castelo de Tiffanges e não voltou. Penso que estará a chatear a cabeça do Barão Gilles de Rais, o muito querido militar de França.

Livro de Ocorrências da Secção de Nantes do mês de Julho do Ano da Graça do Nosso Senhor de 1438

Há vários registos do desaparecimento de rapazes adolescentes na nossa área e arredores, principalmente junto do Castelo de Tiffangas, propriedade do Barão de Rais, Gilles de Laval. Segundo testemunhos locais, o marechal fechou-se no Castelo após a morte da senhora Joana D Arc e do divórcio de sua mulher Catalina de Thovars. Só com uma ordem directa do Conde de Guélas é que poderemos dar início à investigação.

Carta do Conde de Guélas, datada do dia 15 do mès de Outubro do Ano da Graça de Nosso Senhor de 1440

Dou plenos poderes ao SuperIntendente Bigornás para iniciar a investigação sobre as suspeitas que recaiem na figura do Barão Gilles de Rais.

Interrogatório efectuado a um criado do Barão na noite do dia 17 do mês de Outubro do Ano da Graça de Nosso Senhor de 1440.

O inquirido, de nome Ferrô Ródriguez, descreveu-nos os factos: "a maior parte das crianças eram muito pobres, geralmente mendigos que iam pedir esmola junto à ponte levadiça. Tinhamos ordens para os sequestrar de imediato, sendo de seguida violados pelo Barão e desmembrados pelo bôbo, que ainda abusava deles, enquanto estavam quentes. Numa ocasião em que fui com o Pauló Ásquerose à «Sala dos R» vi vários adolescentes pendurados em ganchos. O Barão apareceu um pouco depois e fingiu estar chocado, cortando de imediato as cordas de um deles. De seguida pegou com ternura na criança, secou-lhe as lágrimas, reconfortou-a e quando a vítima começou a ganhar confiança, sacou de uma faca, cortou-lhe a garganta e violou o cadáver. Eu tive um gostinho e o Ásquerose, como já era hábito, tirou o pénis para fora e masturbou-se."

"Noutra ocasião o Barão aproximou-se de um menino previamente escolhido, o Jôél, e foi com ele para uma cama grande situada no fundo da chamada "sala das torturas ou Sala de Élvás". Depois de algumas carícias, agarrou na faca que tinha à cintura e cortou-lhe a garganta, rindo-se às gargalhadas, à medida que o sangue jorrava e a vítima entrava em convulsões. Tirou o pénis para fora e friccionou-o na barriga da crian-a até ejacular. Depois decapitou-o e tornou a friccionar o pénis, desta vez entre as pernas rijas do rapaz, até ejacular de novo".

(....)

"O senhor Paulo Asqueroso ordenou ao Franguinho nº 1 que manipulasse o seu pénis, ao mesmo tempo que ele manipulava o pénis do Franguinho. Quando o seu pénis estava erecto, introduziu-o na boca do Franguinho, aí o tendo friccionado. De seguida introduziu o pénis erecto no ânus do menor aí o tendo friccionado até ejacular".

Tirado do Processo "Casa das "Pias" para mostrar as semelhanças

 

PASTA Nº 21

O CASO QANA

O Hezbollá chamou-lhe "Operação Yassin". Sabiam que o edifício iria ser bombardeado, porque os israelitas tinham avisado as populações, através de panfletos. Foi por isso que só morreram 28 pessoas, das 63 que estavam no local uma hora antes.

O elo de ligação com o grupo terrorista foi o palestiniano Majed Monud, do Hamas, perito em guerra informativa. O plano teve como objectivo pontuar na guerra das televisões.

Às 20H00 deu-se início ao jantar oferecido pelos homens do Hezbollá , que eram 17 (15+2 do Hamas). Foram convidadas 46 pessoas (16 crianças, 20 mulheres jovens, 5 homens idosos e 5 mulheres idosas). Vinte minutos antes do ataque os 15 membros do Hezbollá retiraram-se alegando que iam fazer chá, e levaram as 20 mulheres jovens. Ficaram dentro da cave os 2 homens do Hamas (suicídas de nomes Harakat e Muqawamah), os 5 homens e as 5 mulheres idosos e as 16 crianças, 15 rapazes e 2 raparigas com sindrome de Down (todos filhos de membros do Hezbollá, que os sacrificaram).

Porque é que retiraram as mulheres jovens ?

Para futuramente procriarem mais suicidas!

Porque é que sacrificaram os rapazes?

Porque é só necessário um homem para engravidar várias mulheres, tudo em nome de Alá!

Porque é que sacrificaram duas raparigas?

Porque tinham sindrome de Down, e por isso eram estéreis, sendo assim mais úteis como mártires. Aliás o Hamas usa frequentemente Deficientes Mentais para os ataques bombistas, porque são muito mais fáceis de convencer.

Os pais sabiam do sacrifício dos filhos ?

Sim, todas eles eram filhos de membros do Hezbollá. Não é por acaso que a maioria dos pais que são intrevistados nas televisões dizem que o amior sonho deles é que os filhos se tornem mártires.

 

PASTA Nº 22

As Festas Secretas dos Famosos

Actividades nocturnas na Quinta do Leackoc, nos anos 80, relatadas pelo filho do caseiro, o Zé dos Porquinhos. O documento foi descoberto pelo TSOR (Tribunal do Santo Oficio da RIAPA) dentro das ruínas dos galinheiros, após informação do senhor José, ex mestre da vacaria.

"Do senhor Asqueroso, aliás são dois, todos os pais dos mancebos fogem, levando-os para o mais longe possível da quinta, enquanto por aqui permanecem. Há cinco anos, de cada vez que cá vêm para férias, cometem a torpeza dos tocamentos desonestos aos miudinhos, no Pombal. Ao filho do pastor Ánhuca, o mais novo abraçou-o, beijou-o, tocou com as mãos em suas naturas, ajudando uma com a outra e conseguindo montar o mancebo duas vezes, enquanto o mano vekho agarrava na cabeça do moço e obrigava-o a beijar-lhe o membro desonesto, até tirar ranho à cobra. Mas não é só. À quinta vêm mais, e entram sempre pelo portão de baixo, o que fica na estrada para Caxias.

Vejo muitas vezes o careca pequenino, que dizem ser embaixador, ajuntando os membros desonestos um com o outro, não havendo polução, com um tal trombeiro, um mouro de Lisboa, de uma escola de panascas. O artista com uma mancha na maçaroca, farta-se de papar moços e mancebos, todos brancos, branquinhos, nada mulataria e negraria, que a fruta do Carlos não é terreiro para melros, onde todos bicam e ninguém vê. Quem gosta deles é a brasileira, que a seguir mete-os numa carrinha, para os levar para a venda. O médico vai a todos, adora tirar ranho às cobritas, dormindo de seguida com os pombinhos, onde lhes parte o vaso traseiro e lhes deixa partir os dele, lançando-se de barriga para baixo. Pôr em cima dele, segundo o Picheleiro Todo Boneco, às vezes paneleiro, o mais novo dos pacientes, o preferido do Doutor Caralho, que do governo já pertenceu, e tem a mania que é galaró. Mas a tromba não engana !

O consumo do Frutuoso, de Lisboa, pôs a ferver a tampa do doutor das leis, que há vinte anos anda nesta vida de luxúria. Aos estudantes põe-lhes sempre o seu membro desonesto no traseiro, adormecendo sempre por detrás, com a bilha protegida pela cal da parede.

O advogado Marçápio, oriundo de Elvas, fica sempre com o filho da Padeira e adora que ele espicasse o seu forno com o pequeno, mas grande para a idade, cacete. Segundo contam, o Jaime ministro descartou-se do embaixador careca numa noite, pois ele pôs em frangalhos uma das bilhas menores, não podendo ser entregue naquele preparo o panasca de Belém. Mandou-o uns tempos para os confins da Europa, com o sobrinho do cu furado, antes que fosse culpado de cuniaria e de dar cabo das pilinhas dos moços, tal era a fome de esgalhanço.

O visitador-mor tinha por nome Ferrão e por vício o filho do Manelinho do Estrume. A cena era sempre a mesma, procurava-lhe a cabeça, dizia que tinha uma comichãozinha na barriga, que só passava com lambidelas do seu cãozinho, que tinha ficado em casa e que o substituto era agora ele. Portanto, barriguinha com a sua linguinha. Por já estar tão habituado às manias daquele senhor com um ar de sapo e do seu parceiro de farras Jaime, aproveitou e descalçou os ténis ganhos no último servicinho a três. Abriu a boca e iniciou a oratória, que só acabou quando a semente do batráquio lhe caiu na glote. Tudo isto ao mesmo tempo que observava o acto carnal desonesto dos manos Asqueroso.

 

PASTA Nº 23

O FIM DO KIM

Fotografias de satélite a que o TSOR (Tribunal de Santo Ofício da RIAPA) teve acesso, mostram doze indivíduos a Jogar Voleibol, a poucas centenas de metros do tunel onde se deu a explosão nuclear.

Segundo informações do TSOR dentro do governo norte-coreano, existem duas facções, os Chinófilos e os Lealistas. Os primeiros querem uma reforma de estilo chinês, que futuramente destrua o Kim e a sua família real, e os segundos são leais ao "rei-monga". As nossas fontes chinesas ( o Xinoca e o Marinheiro ), pretendem uma revolução ao estilo romeno, em que Nicolae Ceausescu em 1989, a sua mulher Elena e o vice-primeiro ministro foram executados.

Sabemos que nos últimos tempos os serviços secretos chineses têm intensificado os contactos com dirigentes romenos, estando na posse de inúmeras informações sobre o sucesso da missão, que envolveu o KGB. Mas Kim também tem estado atento, e ordenou aos leaders norte coreanos que vissem vídeos desses tempos conturbados da Roménia.

Já houve 3 tentativas de golpes de estado na Coreia do Norte.

Jong-nam, o filho mais velho de Kim está a viver na China e já foi referênciado pelo TSOR. Não nos podemos esquecer que o agente Marinheiro chegou a semana passada de Macau. "O Jong é um copofónico sem cura" - confidenciou-nos o agente Velhinho.

"A elite norte-coreana está a comprar-me propriedades na China e no distrito de Wang Jing" - informou-nos o agente imobiliário Pierre-Pomme-de-Terre, - "e os chinocas nem sabem a surpresa que lhes estou a preparar". Nós, Paço Arquianos, imaginamos !

"O fim do Kim está para breve. Acabaram de pedir ajuda logística ao TSOR e à Brigada Bigornas!" - esclareceu-nos o Tenente Proveta.

 

PASTA Nº 24

Um Crime na Aldeia dos Macacos

O Desastre de Mbuzini

Na noite de domingo do dia 19 de Outubro de 1986, pelas 21H00, uma aeronave Tupolev-134A Jetliner, sob os comandos de uma tripulação soviética encharcada em alcool, embateu contra a região montanhosa dos Libombos, na área de Mbuzini, em território sul-africano, causando a morte do ditador analfabeto moçambicano Samora Machel e de outros 33 pessoas. Houve 10 sobreviventes.

Depressa o regime ditatorial acusou a África do Sul! Mas a Comissão Internacional de Inquérito, constituida por Moçambique, África do Sul e União Soviética, que investigou o acidente de Mbuzini, chegou à conclusão de que elementos do topo da Frelimo estavam por detrás dos sinais de VOR que não eram os de Maputo, e não tornou do domínio público o relatório, por ordem das autoridades moçambicanas.

 

"Acto de Sabotagem Sul-Africano"

Sérgio Vieira - Responsável pelo Ministério da Segurança (Snasp)

"Do lado de Moçambique, no mínimo, alguém facilitou o processo. Não sei se estava no Governo ou fora dele, se era leal ou desleal"

Graça Machel - em Declarações ao TSOR

"Acabaram-se as dúvidas, as nossas investigações chegaram aos criminosos."

Tenente Proveta - oficial do TSOR

Alínea 23a/76

"O Tupolev fez a sua volta fatal sobre o lado direito, em direcção ao corno sul-africano, devido a estar a seguir sinais de um VOR que não era o de Maputo".

Alínea 34b/77

"O coronel moçambicano ..... conseguiu fazer com que o avião descesse para uma altitude muito baixa e pediu de imediato instrucções ao ministro...."

Alínea 36/23

"Um político português de nome .... com grandes interesses no Vale do Zambeze, tinha financiado toda a operação assim como a vinda dos peritos israelitas".

Alínea 21/45

"Samora Machel estava a destruir o país e a pensar nacionalizar as terras daqueles portugueses que tinham conseguido retirar todos os seus bens na altura da descolonização, como o senhor .....".

 

Quando a Comissão de Inquérito iniciou as investigações, já a versão oficial, da autoria de Sérgio Vieira, Armando Guebuza, Chissano e Julius Nyerere corria a todo o vapor: "acto de sabotagem da África do Sul". Quando o relatório foi entregue, referiam o acidente como uma sucessão de erros da tripulação soviética. Os membros superiores do Estado vieram dizer que a África do Sul tinha inventado tudo.

Ponto Crítico nº 1

Telegrama interceptado no dia 25 de Outubro de 1986

"É irrelevante saber as verdadeiras causas stop Samora morreu vítima do apartheid stop é esta a nossa versão stop"

Ponto Crítico nº 2

Excerto do diário pessoal de Kenneth Kaunda datado de 13 de Setembro de 1986

"O Machel estava espantado com a prepotência do português. O Santos é um daqueles tipos de homem que até vende a própria mãe, para atingir um determinado objectivo. Disse-me que o tinha «deixado levar as mobilias todas, encerraram-se avenidas para os camiões chegarem depressa ao porto, mas mesmo assim ele insistiu sempre em ficar com as casas e os terrenos no Vale do Zambeze». Samora propôs deixá-lo levar toda a quantidade de dinheiro do departamento de que era responsável, mas mesmo assim não desistiu da ideia dos terrenos. Chegou a dar a entender que lhe aconteceria algo. Foi expulso do gabinete e o Presidente Samora deu ordens de nacionalização dos seus bens imóveis ".

Ponto Crítico nº 3

Minuta de um encontro entre elementos dos Serviços Secretos Moçambicanos e da África do Sul, realizados na Presidência da República em Maputo no dia 3 de Outubro de 1986 e que foram encontrados nos destroços do Tupolev, na pasta de Samora Machel

"...no dia 22 de Outubro será executado o plano de assassinato do Presidente, durante o regresso da delegação de Moçambique, no âmbito do segundo encontro para a preparação da invasão do Maláui, para depor Kamuzu Banda. Nesta altura estarão 1500 homens na Província da Zambézia, assim como aviões Mig-17 e Mig-21 idos de Maputo e Nacala, para qualquer eventualidade, como seja a sobrevivência do alvo. O Presidente foi posto ao corrente deste plano e entrou de imediato em contacto com o Presidente zâmbiano Kenneth Kaunda. O Presidente Samora Machel actuará após o seu regresso do primeiro encontro internacional no dia 19 de Outubro, para não levantar suspeitas. Até lá a investigação prosseguirá, com carta branca para todas as actuações (...). O cúmplice estrangeiro é conhecido pelo Santos e tem vastos interesses em Moçambique, que só serão acautelados com o desaparecimento do Presidente. Tem um forte apoio de Julius Nyerere. O plano de invasão é assim uma manobra de diversão, para justificar a movimentação de tropas e material, dentro do território moçambicano, para um possível apoio aos revoltosos...."

Este encontro foi pedido com carácter de urgência pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul e Marcelino dos Santos nunca foi posto ao corrente, pois era um dos suspeitos.

Ponto Crítico nº 4

Ainda os investigadores não tinham concluido a fase de recolha de dados e já o vice-ministro da aviação civil dizia que o acidente só poderia ter sido consequência de 3 causas:

a) abate do avião por fogo disparado a partir do solo
b) explosão a bordo
c) interferência de um VOR falso

Até os peritos moçambicanos estavam contra isto.

Ponto Crítico nº 5

Telegramas interceptados no dia 29 de Outubro de 1986

"Tudo bem stop Guebuza escolhido para comissão de inquériot stop Chissano trata de tudo stop"

"Vieira ok stop assunto controlado stop"

Conclusões

1 - houve mão do KGB em virtude de Samora Machel se ter distanciado da zona de influência soviética, depois de ter assinado com o Fundo Monetário Internacional a liberalização da economia moçambicana. A visita de Machel em 1985 aos EUA foi a casa principal.

2 - dois generais moçambicanos estiveram envolvidos no assassinato.

3 - Armando Guebuza e Chissano estiveram na Comissão Nacional de Inquérito.

4 - Moçambique nunca acusou formalmente a África do Sul, apesar de dizer ao povo o contrário.

5 - Um estrangeiro de nome Santos financiou toda a operação.

 

PASTA Nº 25

Mitos Comunistas

(grandes aldrabices)

Uma Camponesa no Cais do Sodré

Recordar as grandes arruaças rurais de 1954 é lembrar a desordeira Catarina Eufémia. Foi um ano fértil para quem não queria trabalhar, mas sim viver à custa dos esforçados patrões. E quem andava nestas andanças não se importava de sacrificar a família ao espectro da fome. Por detrás deles estavam os sequazes comunistas, que não olhavam a meios para atingirem os seus fins. Se os seus patronos Lenine e Estaline tinham deixado morrer à fome milhões de pessoas, não eram agora meia dúzia de alentejanos piolhosos que fariam a diferença. Conseguiram enganar algumas dezenas de camponeses analfabetos e enviaram-nos para a rua agitar bandeiras vermelhas. Quando a turbamulta começou a ameaçar a vida da gente honrada, o pacato Dr. Oliveira Salazar foi em seu socorro impôr a legalidade democrática. Os cabecilhas, que de camponeses só tinham o cheiro, e ganhavam chorudos ordenados enviados da União Soviética, foram rapidamente identificados e detidos.

Uma camponesa esperta tentou dar o golpe do baú. Como a família se preparava para a expulsar de casa, depois de ter descoberto a sua vida nocturna no Cais do Sodré, deu um passo em frente. O plano começara uns meses antes, ao conseguir engravidar de um cliente que era da GNR.

Quando o oficial sobe da novidade e da chantagem da camponesa, obrigou-a a abortar. Então ela fugiu para o Alentejo. Fez o destino com que algum tempo depois ficassem frente a frente numa das arruaças promovidas pelo PCP: a camponesa da noite e o seu cliente militar!

Após o 25 de Abril o PCP obrigou a família a vender-lhe a campa de Catarina Eufémia, para aí cimentar mais uma das mentiras da esquerda !

 

PASTA Nº 26

Mitos Comunistas

(grandes aldrabices)

A Vítima de Alegre & Companhia

Antes de ir para o Canadá como delegado português na Organização Mundial da Aeronáutica Civil, era Director Geral da Aeronáutica e despachava directamente com o Dr. Oliveira Salazar. Após esta missão foi para Washington como militar da Nato. Finda a comissão, regressou a Portugal para ocupar novamente o mesmo cargo. Mas o organograma do Estado tinha mudado e entre o Director Geral da Aeronáutica e o Presidente do Conselho havia agora o Ministro das Comunicações. Delgado não gostou e incompatibilizou-se com Salazar. Como de costume numa democracia, chegaram as eleições presidênciais e resolveu concorrer. Perdeu, o povo não se deixou enganar por um indivíduo arrogante, politicamente ambicioso e amigo das filosofias totalitárias. Como não gostou do "não", pediu asilo político à embaixada do Brazil (uma ditadura). Alguns meses depois Salazar teve pena dele e deixou-o partir. Passeou-se por vários países (incluindo muitos de leste) a dizer mal de Portugal, até que se juntou ao grupo terrorista de Argel. Depressa se apercebeu do nojo onde se tinha metido e arrependeu-se, contactando o governo do seu país, para se entregar e revelar as atrocidades que o Grupo de Argel pretendia fazer no Continente e Províncias Ultramarinas (como foi confirmado pelo genocídio africano pós-25 de Abril). O local do encontro com a Brigada da PIDE comandada por Rosa Casaco foi combinado.

Alegre e membros do PCP conseguem subornar alguns elementos desse brigada (que desapareceram após o ataque). O general tinha de ser morto ! A prova disso é que até levaram cal, escondida do chefe.

Todos sabiam que Humberto Delgado andava sempre armado e que disparava caso fosse atacado. O golpe estava montado ! Quando fez sinal à PIDE da sua posição, um dos elementos da brigada, comprado pelo Grupo de Argel, puxou da arma e disparou contra ele. Tudo se precipitou, o plano comunista triunfou, o general de meia-tijela estava prostrado no chão, juntamente com a sua secretária para todo o serviço.

 

PASTA Nº 27

Mitos Comunistas

(Grandes Aldrabices)

Em Maio de 1940, enquanto que a França colaboracionista se ajoelhava às patas de Hitler, 700 mil refugiados judeus amontoavam-se em Bordéus. Apercebendo-se da situação desesperada daquela gente, o cristão António de Oliveira Salazar deu ordens ao pessoal do consulado para darem com urgência os vistos. Aristides Sousa Mendes viu nisto uma fonte extra de rendimentos, para assim poder satisfazer a sua exigente mulher, cumpriu a ordem , mas a troco de 500$00 cada passaporte. O negociante diplomata partiu para Bayone, foi até à fronteira de Henday e, com a sua caneta, começou a assinar a papelada….dando assim início ao negócio. Quando Salazar é informado da situação, manda regressar o responsável e expulsa-o do Corpo Diplomático, obrigando-o a devolver o dinheiro. Ficará célebre a frase de Salazar: ‘Salvarei todos os que puder ‘”.

Para uns, Sousa Mendes é recordado como um «homem bom e justo» que, em Junho de 1940, contrariando as ordens do Governo de Lisboa, emitiu vistos e passaportes e, nalguns casos, chegou mesmo a atribuir falsamente a identidade portuguesa a milhares de foragidos, sobretudo judeus, que pretendiam a todo o custo alcançar os lugares tidos por seguros. Como Portugal, que Salazar conseguiu manter neutral no conflito.
Para outros, o cônsul está longe de justificar o papel de «herói» que muitos lhe atribuem e, aqui e ali, tentam repor a verdade àquilo a que chamam «falsificação da História» e, através de factos, muitos deles documentados, desmistificam a «lenda» Sousa Mendes. Bastará uma pesquisa atenta no arquivo do MNE ao processo do antigo cônsul — apesar de muitas peças do seu dossier terem misteriosamente desaparecido, sem que até hoje ninguém tenha procurado investigar quem foi o autor (ou autores) do desvio — para que algumas pessoas «verdades» deixem de o ser.
Ao contrário do seu irmão gémeo César, que também fez carreira na diplomacia tendo alcançado o posto de Ministro Plenipotenciário de 2.ª classe, Aristides arrastou-se entre postos consulares de pequeno relevo, foi acumulando processos e mais processos disciplinares desde o longínquo ano de 1917, na I República, até 1940, tendo acabado por passar à disponibilidade e aguardar aposentação, mas continuando a auferir a totalidade do vencimento correspondente à sua categoria (1.595$30). O que desde logo «mata» a tese dos que teimam em acusar Salazar de ter «perseguido» o cônsul e de o ter «obrigado» a «morrer na miséria». Pelo contrário, o então Presidente do Conselho mostrou-se benevolente com Aristides em muitas alturas, nomeadamente quando, contrariando o parecer do Conselho Disciplinar do MNE que, na sequência de mais um processo disciplinar, propôs a pena de descida de categoria do cônsul, apenas determinou a sua inactividade por um ano, com vencimento de categoria reduzido, mas recebendo a totalidade do salário correspondente ao exercício.
Outra verdade que tem sido ocultada pelos defensores de Aristides Sousa Mendes: o cônsul condicionava a emissão de vistos e passaportes ao pagamento de verbas e à obrigatoriedade de contribuição para um estranho «fundo de caridade» por si próprio instituído e gerido, situação que viria a ser denunciada junto do MNE quer pelos serviços da embaixada britânica quer por muitos dos que beneficiaram das «facilidades» de Mendes.
Também esclarecedora para a verdade sobre Sousa Mendes é a carta que o Embaixador Carlos Fernandes(*) dirigiu, em Maio de 2004, a Maria Barroso Soares, presidente da entretanto criada «Fundação Aristides de Sousa Mendes», quando esta pretendeu promover uma homenagem nacional, custeada com dinheiros públicos, ao antigo cônsul.
O DIABO teve acesso à referida missiva, bem como a algumas «notas soltas» que o embaixador lhe juntou, que aqui publicamos na íntegra.

«Lisboa, 5/5/04

Senhora Dra. Maria Barroso Soares

Um antigo embaixador de Israel em Portugal, que foi «instrumental» na mistificação de Aristides de Sousa Mendes, publicou há dois dias no Diário de Notícias, a propósito do aniversário daquele antigo cônsul, um artigo de elogio a Sousa Mendes, reincidindo em duas mentiras que foram fundamentais para aquela mistificação:
a) que foi expulso da carreira diplomática;
b) que morreu na miséria (depreendendo-se que por ter sido expulso da carreira diplomática e sem vencimento).
Ora, tanto quanto eu pude averiguar, primeiro Sousa Mendes nunca foi da carreira diplomática, pertencendo sempre à carreira consular, que era diferente, e, em princípio, mais rendosa; depois, nunca dela foi expulso: como conclusão de um 5.º processo disciplinar, foi colocado na inactividade por um ano, com metade do vencimento de categorias e, depois desse tempo, aguardando aposentação com o vencimento da sua categoria (1.595$30 por mês) até morrer, sem nunca ter sido aposentado, situação mais favorável do que a aposentação.
Portanto, se morreu na miséria, ou pelo menos com grandes dificuldades financeiras, isso deve-se a outros factores que não à não recepção do seu vencimento mensal em Lisboa. Demais, A. Sousa Mendes viveu sempre com grandes dificuldades financeiras.
É óbvio que, quem tenha 14 filhos da mulher, uma amante e uma filha da amante não sairá nunca de grandes dificuldades financeiras, salvo se tiver outros rendimentos significativos, além do vencimento de cônsul.
Vi pelo artigo acima referido que a Sr.ª Dr.ª Maria Barroso é presidente da Fundação A. S. Mendes, e só por isso lhe escrevo esta carta e lhe remeto os elementos de informação anexos.
Eu escrevi sobre Sousa Mendes, de forma simpática, num livro publicado há dois anos (Recordando o caso Delgado e outros casos, Universitária Editora, Lisboa, 2002) de págs. 27 a 30, porque o conheci e tive ocasião de ajudar dois dos seus filhos, um em Lisboa e outro depois em Nova Iorque quando lá era cônsul.
Nada me move contra A. Sousa Mendes, antes o contrário, mas não posso pactuar com a mentira descarada e generalizada. Salazar é atacável por várias razões, mas não por ter «perseguido» A. Sousa Mendes, que, aliás teve problemas disciplinares em todos os regimes de 1917 a 1940.
Quando fui director dos Serviços Jurídicos e de Tratados do MNE, tive de estudar o último processo disciplinar de A. Sousa Mendes, de cuja pasta retiraram já muitas peças.
Por outro lado, o meu amigo Prof. Doutor Joaquim Pinto, sem eu saber, fez um estudo bastante completo sobre A. Sousa Mendes, e com notável imparcialidade.
Eu não pretendo vir a público atacar ou defender A. Sousa Mendes, e, por isso, nem penso rectificar o artigo do embaixador de Israel, mas em abono da verdade, e para seu conhecimento, entendo ser meu dever remeter-lhe uma cópia do estudo e notas em anexo, de que poderá fazer o uso que entender.
Com respeitosos cumprimentos,
Carlos Fernandes»"

In «O Diabo», n.º 1579, 03.04.2007, pág. 6

(*) Embaixador Carlos Augusto Fernandes, licenciado em Direito, com distinção, pela Faculdade de Direito de Lisboa. Entrou no MNE em Abril de 1948 como adido da Legação. Foi cônsul de Portugal em Nova Iorque e Encarregado de Negócios no Paquistão, Montevideu (Uruguai) e Venezuela. Foi conselheiro da Legação Portuguesa na NATO (Paris), Director Económico do MNE. Director dos Serviços Jurídicos e Tratados do MNE e Embaixador de Portugal no México, Holanda e Turquia.

 

PASTA Nº 28

Mitos Comunistas

Pantera Negra / Pantera Branca

Maior futebolista português de todos os tempos / Maior político português de todos os tempos

Na biografia de Eusébio, escrita pelo comuna envergonhado João Malheiro, aquele que tem voz de trovão, talvez devido à quantidade de pintelhos que engoliu nos Jardins de Belém, introduziu abusivamente uma ideia de puro estilo soviético, que é uma mentira e que a RIAPA tem o prazer de desmontá-la.

O senhor Malheiro afirma que o Exmo. Senhor Dr. Oliveira Salazar inviabilizou a ida do Eusébio para a Juventus, por o considerar património nacional. A aldrabice da comunistada vai ao ponto de dizer que o Presidente do Conselho chamou o Eusébio a S. Bento por seis vezes e que o assunto da transferência foi discutido em Conselho de Ministros.

A única vez que o Pantera Negra se encontrou com o Pantera Branca, foi no regresso de Londres, após o campeonato do mundo de 1966 e nada mais.

O Malheiro deve estar a confundir com os tempos actuais, em que juízes, árbitos, políticos e dirigentes dos clubes (Benfica incluido), falam constantemente ao telefone para comprarem resultados, como ficou provado recentemente com a divulgação das escutas telefónicas.

 

PASTA Nº 29

Mitos Comunistas

TODA A VERDADE !

Augusto Pinochet Ugarte

O Salvador do Chile

Dirigiu os destinos do Chile entre 1973/1990 tendo saído voluntariamente do Poder

"Os fusilamentos ordenados pelo meu pai foram justos, porque não executaram pessoas, mas sim animais".

Durante um século e meio o Chile tinha tido, sem interrupção, um regime democrático em contínuo progresso, que era um exemplo para o mundo. Até que chegou ao poder, por via democrática, integrado numa combinação entre o Partido Comunista e o Partido Socialista, Salvador Allende declarou, de imediato, a sua inspiração marxista-leninista e o seu desprezo pela "democracia e legalidade burguesa". Em pouco tempo destruiram o desenvolvimento político, cultural, económico e social que o Chile vinha vivendo, deixando o país num caos, próximo do colapso. O único objectivo de Allende e do seu gang era a conquista do Poder Político. A Democracia Exemplar começou a ser afogada em sangue e violência. Cada sindicato, empresa cooperativa e organização de base social passou a considerar-se como um instrumento para a conquista do Poder. A presença de terroristas estrangeiros afectos a movimentos extremistas começaram a intervir na vida interna do país e a tentar penetrar nas Forças Armadas para as desestabilizar. Foram os Comunistas chilenos que recomendaram Pinochet ao Comando do Exército. Pensaram que ele iria dar-lhes apoio na destruição do Chile. Enganaram-se!

“Para a esmagadora maioria dos chilenos, a revolta da tropa em 1973 foi uma acção libertadora – e a chegada de Pinochet ao poder foi um alívio”

Quitéria Barbuda in "O Grande Herói Popular", Revista "Espírito", nº 12, 2005.

Quando Pinochet deixou o poder, voluntariamente, deixou o país economicamente desenvolvido e estável.

 

"Yo hubiera querido recibir la Argentina como Aylwin recibió a Chile"

Presidente Carlos Menen

Viva Pinochet !

 

PASTA Nº 30

Um carrasco tem de ter conhecimentos sólidos de matemática, para que o enforcamento decorra com competência. O objectivo é matar instantaneamente o condenado, deixando-o inteiro.

Variáveis

Peso do Cliente

Altura do Cliente

Idade do Cliente

Condição Muscular da zona do pescoço

Qualidade e tipo da corda do pescoço

Qualidade e tipo da corda dos pés

Tamanho das cordas é depois calculado assim como o momento em que o pescoço se parte

Exemplo

Nome do Cliente: Barzan Ibrahim al-Tikriti

Peso do Cliente: 83,91 Kg (185 pounds)

Tamanho da corda ideal: 1,52 metros (5 feet)

Tamanho da corda usado: 2,28 metros (7,5 feet) - enrolou-se nos pés e alterou os cálculos

No vídeo vemos a cabeça a saltar e a ficar dentro do saco, enquanto o corpo ficou a 1,5 metros

 

 

PASTA Nº 31

Diálogos Secretos - IV
Entre o João e o Domingos

João - Está lá, daqui fala o teu Gioneca, minha flôr.
Domingos - Janeca, é o Domingos e não a tua brasileira.
João - Epá, ó Domingos, mas tens a voz muito parecida com ela.
Domingos - Deve ser do whisky marado das Casas de Alterne de Bruxelas. Eu ia mesmo agora telefonar-te para saber se posso contar contigo para a troca entre os parques. Já sabes que a comissão é a mesma que a do Martim Moniz.
João - Calma Domingos, só depois da reeleição. Mas agora o papá também quer um presentinho lá para a Fundação.
Domingos - Epá, vocês não param. E a mamã ?
João - A família é grande e a brazuca agora diz que está grávida de mim.
Domingos - De ti ? Mas tu gostas mais dos franguinhos do Restelo !
João - Eu também penso que o puto é do Baltazar, mas enfim, aceito-o, porque ela ameaçou-me com as fotos que o Jorge tinha na caixa amarela.
Domingos - Ok, eu espero pela tua reeleição !

 

PASTA Nº 32

Anita, a arguida do Bloco

Anacleto confirma irregularidades da presidente do Bloco

"As acusações não têm fundamento e as irregularidades são de somenos"

Anita, presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, do Bloco de Esquerda, arguida em dois processos.

 

Irregularidades Graves na única câmara do Bloco

(imaginem se tivessem mais)

Em 2004 a Anita passou uma licença de autorização para a abertura de um bar, "M-Club", em Marinhais, estando hoje em funcionamento com o nome de "Bjecas", sendo um Bar de Alterne.

A um outro munícipe, que queria funcionar com um bar normal, não passou a licença.

Devido ao seu estranho enriquecimento pessoal (que não devia acontecer segundo a lei), confirmado pela mesma, foi constituida arguida num processo de favorecimento pessoal e irregularidades em licenciamentos.

Certas obras municipais feitas com base nos fundos comunitários, destinados à pavimentação de estradas, contemplaram ruas que já estavam pavimentadas antes de serem adjudicadas.

Em 2004 existiu um processo por suspeita de desvio de fundos envolvendo os bombeiros de Salvaterra de Magos, que acabou por ser arquivado. No entanto, a oposição "bloquista" fez uma campanha contra os implicados, considerando-os culpados.

 

PASTA Nº 33

Na Pista do Zé D'Orey

 

O Zé, apesar de se dizer gestor, tinha como obrigação recolher o dinheiro nos refeitórios dos clientes do ITAU (Instituto Técnico de Alimentação Humana), uma empresa de restauração do grupo Trivalor.

No dia 9 de Outubro de 2006 tinha marcada uma reunião, às 9H00, com a direcção e os gestores da Trivalor, em Alfragide, para tentar justificar a falta de 40 mil euros que a auditoria da empresa tinha detectado nas suas contas.

Quando deixou a segunda filha na escola, não se dirigiu para a auto-estrada, mas sim para a Serra da Arrábida. Estranho comportamento para quem ia para uma reunião na capital?

Relatório feito pelo patologista da RIAPA, o Dr. Bajoulo

" O cheiro junto ao carro consegue, mesmo assim, ser menos intenso do que o da deputada Odete Santos. Tive de tirar as cuecas e enrolá-as à volta da boca e do nariz, para não vomitar. O Zé estava mumificado, e muito mais elegante. Faltava-lhe 99% da pele e da carne, excepto no abdómen, que tinha um buraco, causado pelos clientes. A roupa estava praticamente intacta, excepto alguns rasgões nas cuecas. Se tivesse passado primeiro por aqui malta cigana, com certeza que o Zé estava nu e as roupas enfeitavam agora algum filho duma das tias pirosas que costumam ir à Feira de Carcavelos. Não encontrei marcas ou ferimentos de objectos rádio-opacos ".

Objectos

telemóvel de criança; carteira (com todos os documentos e dinheiro); computador portátil; saco de plástico com 10 mil euros; o telemóvel do Zé não foi encontrado, mas na altura a operadora localizou-o na zona da Arrábida; a matrícula do carro desapareceu durante a queda

 

 

PASTA Nº 34

O Engenheiro Sem Canudo

 

A PIDE (Polícia de Investigação e Defesa da Esquerda), na dependência do Pinto de Sousa, proibiu o acesso do "Jornal da RIAPA" à documentação da reitoria da Independente, referente ao processo académico do.

Mas o TSOR (Tribunal do Santo Ofício da RIAPA) contornou os Homens do Primeiro !

 

"Fui professor de Inglês Técnico do Pinto de Sousa e fiquei surpreendido na oral que lhe fiz"

Reitor Luis

"Mas que grande aldrabão. O regente da cadeira era outro. O Luis faz-me lembrar o nosso saudoso Pierre Pomme-de-Terre"

Tenente Proveta

"O Pinto revelou grande traquejo político na cadeira de Planeamento e Política do Ambiente"

Reitor Luis

"Esta cadeira não existia no curso do Sousa"

Tenente Proveta

"O meu diploma é tão válido como o do senhor Primeiro-Ministro"

"Dr." Amadeu, Março de 2007

"Informamos que este Amadeu acabou detido preventivamente, devido à falsificação do documento da sua própria licenciatura"

Tenente Proveta

 

O CONSELHO FANTASMA

No dia 12/10/1995 o Conselho Científico da Independente pronunciou-se sobre as equivalências do senhor Pinto de Sousa. Mas este Conselho só foi criado em meados de 1997. Conclui-se assim que o plano de equivalências e de estudos do José Carvalho não foi submetido a apreciação de qualquer orgão académico.

As Provas da Trafulhice

I

Duas folhas manuscritas, com disciplinas ilegíveis. Os professores das cadeiras assinaram com rubricas, que podiam ter sido feitas pelo Zé Luis.

II

Não há Livros de Termos (exigidos por lei)

III

Não existem livros de sumários, horários, listas de alunos, de professores e de disciplinas do curso. Concluindo, do curso só havia o Diploma final, que era pago, e bem pago, pelo "estudante". Mas era para isso que os políticos iam lá. O Vara não deu uma para a caixa em Filosofia e em Direito, nas Universidades do Estado, mas licenciou-se logo na Independente, porque para o tacho na Administração da CGD precisava no mínimo de licenciatura.

Os Exames

O José Carvalho fez os 4 exames finais ( 2 orais com a boca e 2 escritas com a mão), num Domingo !

As Provas

A declaração falsa

A correcção depois de descoberta a aldrabice

Relatório

o Grande Aldrabão!

 

Estamos a lidar com um Mentiroso Compulsivo!!

 

Factos conhecidos e divulgados publicamente e que ainda não foram desmentidos.

 

 

Alguma vez o Zé disse a verdade?

Não será ele um oportunista que à custa da sua ambição desmedida em querer ser engenheiro a toda a força e de qualquer maneira, encontrou num passe de mágica que nem a varinha de uma fada se lembraria de engendrar, a melhor forma de, sem qualquer mérito, se poder ufanar de um título que, às três pancadas e a martelo subvertendo a verdade e a correcção devida, conseguiu numa Universidade acabadinha de abrir as portas, desorganizada, corrupta e de créditos duvidosos, ser, imagine-se … engenheiro?

Uma Universidade, dita Independente, que no auge de todas as descobertas, num período em que se dizia que havia inúmeras revelações a serem feitas foi IMEDIATAMENTE encerrada. Sabem por quem?

Exactamente, pelo governo de José Sócrates.

Quantos documentos não terão desaparecido desde então? Quantos segredos estão por desvendar? Quantos comprometimentos morreram para sempre na mesma sepultura desse abrigo a estudantes "licenciados" acuspo e a martelo?

Verdadeiramente vergonhoso! E anda este homem a exigir aquilo que não tem nem nunca soube ter que é o rigor, a excelência e o mérito.

Seriedade e verdade. Crédito e confiança. BRIO e EXEMPLO!

Mente com a mesma cara com que desconhecia ter sido sócio da Sovenco em 1990 quando o questionaram, com a mesma cara com que diz que não sabia que não se podia fumar num avião, com a mesma cara com que diz que o computador Magalhães é português. Enfim, mente compulsivamente com a mesma cara desavergonhada com que sonha na mentira que há-de dizer no dia seguinte.

Na VI Legislatura, José Sócrates entrega na Assembleia da República, um Registo Biográfico onde consta, escrito pelo seu puno e a sua própria letra, que a sua profissão é a de "ENGENHEIRO" e que as suas habilitações literárias são … "ENGENHARIA CIVIL". Tal e qual. (ver documento anexo)

Como se sabe, quando esta MENTIRA, para não lhe chamarmos OUTRA COISA, foi descoberta, apareceu igualmente uma segunda versão deste mesmo documento que, onde estava escrito "ENGENHEIRO" foi ACRESCENTADA a palavra "TÉCNICO" e onde estava escrito "ENGENHARIA CIVIL" foi igualmente acrescentado em espaço anterior, quiçá estrategicamente lá deixado, a abreviatura "BACH" de Bacharelato que era o que  verdadeiramente ele tinha.

Isto é, o Registo Biográfico de José Sócrates foi RASURADO, foi ALTERADO, foi FALSIFICADO por ele próprio sem que alguém (?) responsável (?) na Assembleia da República consiga explicar (?) como é que isso foi possível e admissível. (ver documento anexo) E NADA lhe aconteceu !!!!!!

Em 31 de Julho de 1979, termina o Bacharelato no Instituto Politécnico de Coimbra apenas com média de 12 valores. (ver anexo)

Mais tarde, em 27 de Dezembro de 1994, o aluno nº 20382 José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, inscreve-se no Instituto Politécnico de Lisboa no curso de Transportes e Vias de Comunicação. (ver anexo)

Repentinamente, assim que toma conhecimento que a Universidade Independente foi aprovado pela portaria 496/95 24 de Maio de 1995, sem que se conheça qualquer justificação, muda-se de "armas e bagagens" para esta recente, corrupta e desorganizada Universidade. (ver anexo)

É AQUI, neste antro de facilitismo e promiscuidade, que José Sócrates consegue FINALMENTE aquilo que sempre ambicionou - uma "licenciatura" em Engenharia. Não interessa COMO a possa ter conseguido, isso NÃO INTERESSA, interessa SIM, é que conseguiu uma "licenciatura" em Engenharia.

Querem saber como?

Das 31 cadeiras que teria de fazer, deram-lhe equivalência a … 26. Nem mais, nem menos … 26 disciplinas!!!

Apenas teria de fazer … 5 disciplinas! Quem é amigo, quem é?

Ah. . . mas isto não fica por aqui, destas 5 disciplinas que lhe faltava fazer, 4 delas – os chamados "cadeirões" por serem as mais difíceis – foram dadas por UM ÚNICO PROFESSOR, por sinal seu amigo e conhecido, de nome António José Morais, adjunto do secretário de estado do também seu amigo Armando Vara e colega do mesmo governo em que estava nessa altura José Sócrates como secretário de estado adjunto. Lindos meninos, grandes compinchas!

Que notas o amigo do peito António José Morais lhe deu? Fácil, vejam o anexo do Certificado de Habilitações da UNI:

Análise de Estruturas – 17 (dezassete);

Projecto e Dissertação – 18 (dezoito);

Betão Armado e Pré Esforçado – 18 (dezoito);

Estruturas Especiais – 16 (dezasseis).

NADA MAU, hein … para quem vinha com média de 12 do Politécnico …

NADA MAU, NADA MAU.

Ahhh, é verdade, e nessa altura José Sócrates ainda era secretário de estado adjunto do Ministro do Ambiente, tinha pouco tempo para estudar, para trabalhos e para exames, agora imaginem se ele tivesse mais tempo para se dedicar às aulas.

Mas falta ainda uma cadeira, de entre as 5 que o "obrigaram" a fazer – Inglês Técnico. Teve 15. (Ver anexo)…. Sim é verdade, teve 15.

Foi seu professor o reitor Luís Arouca, entretanto preso por falsificação de documentos sem que no entanto, não faltasse a mãozinha de José Sócrates ao enviar a este mesmo reitor um FAX socorrendo-se de um papel timbrado do Ministério do Ambiente, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto, numa clara atitude de promiscuidade e de pressão, terminando de forma muito pouco formal e excessivamente familiar com um "Seu Sócrates". (ver anexo)

Curiosamente, e para cúmulo de toda esta trapalhada, se confirmarem no referido certificado de Habilitações da UN Independente, diz lá que "concluiu o curso em 08-09-1996" que, estranhamente, foi a um…DOMINGO.

É verdade, a um DOMINGO !

Há com cada uma …

Ah, antes de terminar, concluiu com média 14, isto é, estas 5 disciplinas dadas pelo amigo António José Morais mais o "seu" reitor Luís Arouca, fizeram com que, num ápice, subisse a média de 12 que trazia do Politécnico (Escola Pública) para…14, catorzeeeeeee. 

  As perguntas DO JORNAL PÚBLICO que esperam uma resposta

As duas referências públicas do primeiro-ministro a este caso foram feitas por escrito – ao PÚBLICO e à SIC –, mas nunca responderam a questões concretas.

Aqui ficam as questões mais importantes a que José Sócrates deve responder para clarificar o dossier.

 1. Por que razão José Sócrates deixou o ISEL para acabar o curso na UnI?

 2. José Sócrates pediu equivalência a 25 cadeiras das 31 que completavam a licenciatura da UnI. Acabou por receber equivalência a mais uma disciplina, ou seja, a UnI deu-lhe equivalência a 26 cadeiras. Por que motivo no ISEL teria de completar mais 12 cadeiras para se licenciar e na UnI apenas teve que fazer mais cinco?

 3. António José Morais, então director do Departamento de Engenharia Civil da UnI, leccionou quatro das cinco cadeiras concluídas na Independente. Segundo o próprio, este grupo de disciplinas, algumas do 3.º ano, outras do 5.º, representava todas as cadeiras leccionadas por aquele professor na UnI. António José Morais foi, simultaneamente ao  período em que lhe deu aulas, adjunto do secretário de Estado da Administração Interna, Armando Vara, colega de Governo de Sócrates, e mais tarde director do Gabinete de Equipamento e Planeamento do Ministério da Administração Interna.

 3.1. José Sócrates já conhecia António José Morais antes de este ser seu professor na UnI?

 3.2. António José Morais já havia sido seu professor no ISEL?

 3.3. Por que razão José Sócrates não identificou António José Morais como tendo sido seu professor, nas conversas que manteve com o PÚBLICO, ao longo de uma semana?

 3.4. Quantas horas de aulas por semana compunham o horário curricular?

 4. Nessas conversas que manteve com o PÚBLICO, antes da publicação da primeira peça sobre o caso, Sócrates afirmou-se "insultado" pelas perguntas que lhe foram feitas, disse ter frequentado as aulas e concluído os exames com aproveitamento, mas nunca forneceu provas sobre o que afirmava.

 4.1. José Sócrates não guardou nenhuma prova documental da sua carreira académica? Nunca levantou nenhum dos diplomas?

 4.2. Qual o motivo que levou Sócrates a delegar no reitor da UnI todos os esclarecimentos, documentais ou testemunhais, sobre o caso, sabendo-se que Luís Arouca já havia estado na origem de indicações erradas sobre o seu currículo publicadas no jornal 24 Horas, em que terá referido cadeiras que não existiam no seu plano de curso?

 4.3. Por que razão Sócrates se recusou sempre a responder por escrito às perguntas formuladas, também por escrito, pelo PÚBLICO?

 4.4. Como é que, durante quase uma semana, não foi capaz de citar um seu colega ou um dos seus dois professores da UnI?

 4.5. Qual o motivo por que não apresentou, por exemplo, a sua monografia de Projecto e Dissertação, tese final do curso?

 5. Da matrícula de José Sócrates na UnI consta que não apresentou qualquer documento de prova das cadeiras já feitas no ISEC e no ISEL e só apresentou atestado das 12 cadeiras concluídas no ISEL, em Julho de 1996, ou seja, quando estava praticamente a concluir o curso na UnI.

 5.1. A que se deveu este atraso?

 5.2. Como pôde a UnI aceitar a inscrição, aprovar um plano de equivalências, permitir a frequência de aulas e a realização de exames sem o documento que atestava as cadeiras finalizadas no ISEL?

 6. Quatro notas das cadeiras concluídas na UnI foram lançadas em Agosto e o diploma tem data de 8 de Setembro de 1996.

 6.1. Sabendo-se ser anormal o lançamento de notas em Agosto, bem como a passagem de diplomas ao domingo, que justificação é dada para isso?

 7. Numa das folhas consultadas pelo PÚBLICO aparece a palavra "isento" no topo da página.

 7.1. Sócrates pagou propinas?

 7.2. Que valor foi fixado?

 7.3. A despesa entrou no IRS?

 8. O reitor Luís Arouca disse por várias vezes que só conheceu Sócrates quando este ingressou na universidade. No entanto, em trocas de correspondência anteriores, Sócrates despedia-se "... do seu, José Sócrates".

 8.1. Quando é que Luís Arouca e José Sócrates se conheceram?

 9. A que se referia José Sócrates quando, num fax enviado a Luís Arouca que está no seu dossier de licenciatura, escreveu: "Caro Professor, aqui lhe mando os dois decretos (o de 1995 fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo."

 10. Por que motivo não foram corrigidos todos os erros constantes da biografia publicada no Portal do Governo, mantendo-se a referência errada a uma pós-graduação em Engenharia Sanitária e continuando a ser omitido o MBA em Gestão já depois de o termo "engenheiro" ter sido substituído pelo de "licenciado em Engenharia Civil"?

  QUALQUER UM DE NÓS JÁ ESTARIA PRESO!

Tenente Proveta

A mamã Adelaide e a misteriosa pensão superior a 3000 euros

Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, “viveu modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas e cachecóis…”.(24 H)

Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) .

Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida, feita nesse mesmo ano.

Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a 250 €.(CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor superior, nem da Segurança Social nem da CGA.

Entretanto morre o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa “uma pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje” (24H).

Por que neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança Social (organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança Social) uma pensão superior a 3.000 € (CM), seria lícito deduzir – caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos - que , considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe teria sido concedida em 1996 (1931+ 65). Só que, por que em 1998 a dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar que a partir desse mesmo ano, 1998 desempenhou um lugar que lhe acabou por garantir uma pensão de (vamos por baixo): 3.000 €.

Abstraindo a aplicação da esdrúxula forma de cálculo actual, a pensão teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de contribuições, com um valor de 2% /ano e uma taxa global de pensão de 80%.

Por que a “pequena fortuna “ não conta para a pensão; por que o I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que, paga dividendos face a investimentos ali feitos (depósitos); por que em 1998 o seu rendimento foi de 250 €; para poder usufruir em 2008 uma pensão de 3.000 €, será por que (ainda que considerando que já descontava para a Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal, que deu uma média de 3.750 €/mês para efeitos do cálculo da pensão final. (3.750 x 80% = 3.000).

Ora, como uma pensão de 3.000 €, não se identifica com os “rendimentos “ provenientes da pequena fortuna do pai, a senhora tem uma pensão acrescida de outros rendimentos.

Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora tenha adquirido, que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal lugar que lhe rendeu os ditos 3.750 €/mês.

Pode-se saber qual foram as funções desempenhadas que lhe permitiram poder receber tal pensão?

E há mais...

A Adelaide comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em
Lisboa, a uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens
Britânicas, apurou o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses
depois de José Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio
Heron Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso,
letra E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos – cerca de
224 mil euros –, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo
um rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros (50 contos).
Ora vejam lá como a senhora deve ter sido poupadinha durante toda a vida.
Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um
mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros
para comprar um apartamento de luxo, não em Oeiras ou Almada, na
Picheleira ou no Bairro Santos, mas no fabuloso edifício Heron, no
nº40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numadas mais nobres e caras zonas de Lisboa.
Notável exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheiritos largos para comprar casa no inverno da velhice.
Vocês lembram-se daquela ideia genial do Teixeira dos Santos, que queria que pagássemos imposto se dessemos 500 euros aos filhos ?
Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou
às Finanças um RENDIMENTO ANUAL de 50 contos, pudesse pagar A
PRONTO, a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?

 

O Mano ex-Xungoso

MAIS UM A CAMINHO DAS NOVAS OPORTUNIDADES...

Sabe quem é António Pinto de Sousa ?

Ora vejam:

  É o novo responsável máximo pelo gabinete de comunicação e imagem do IDT
(Instituto da Droga e Toxidependência).

  Tem competência atribuída, para empossar quem quiser,

independentemente da sua qualificação académica e profissional,

para os cargos dirigentes do Instituto,

contrariando os próprios estatutos do IDT. 


    Ahahah... já esquecia de dizer:

É irmão de José Sócrates.

 

Paula Lourenço, advogada de Manuel Pedro e Charles Smith*, dois dos
arguidos do processo Freeport, *é amiga de José Sócrates* e do seu pai,
arquitecto Fernando Pinto de Sousa. Alem disso, a advogada é também
defensora de *Carlos Santos Silva,* um empresário muito conhecido da Cova da
Beira, também *amigo de longa data de José Sócrates*. Carlos Santos Silva
era proprietário da empresa *Conegil,* que participou no consórcio vencedor
da construção e exploração da Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos da
Cova da Beira. Este concurso deu origem a um processo que está agora à
espera da marcação da data de julgamento. Um dos arguidos é Horácio Luís de
Carvalho, proprietário da empresa HCL, que adquiriu uma parte do capital da
empresa de Carlos Santos Silva, mas que o manteve à frente da Conegil. Outro
dos arguidos é António José Morais, também amigo de José Sócrates e
professor de quatro das cinco cadeiras feitas pelo primeiro-ministro na
Universidade Independente. António Morais está acusado dos crimes de
corrupção passiva e de branqueamento de capitais. Horácio de Carvalho é
acusado de crime de corrupção activa e branqueamento de capitais.
*Paula Lourenço* é ainda a advogada da empresa J. Sá Couto que está a
produzir os célebres *computadores "Magalhães"* para os alunos portugueses.
*(CM 20.02.09)*


Dois técnicos do Instituto de Conservação da Natureza (ICN) que elaboraram
pareceres* chumbando liminarmente* o projecto do Freeport de Alcochete *foram
afastados *do processo *pela direcção* do instituto, em *Setembro de
2001.*O mesmo aconteceu aos técnicos da Reserva Natural do Estuário do Tejo
(RNET), a quem o ICN deixou de pedir colaboração .
António Bruxelas e Henrique Pereira dos Santos, na altura respectivamente
técnico e chefe da Divisão de Apoio às Áreas Protegidas (DSAAP) do ICN,
confirmaram ao Expresso terem sido "afastados em determinada altura".
Henrique Pereira dos Santos refere que "*a chefia entendeu* que nessas
circunstâncias (tendo em conta o parecer negativo por ele assinado) era
melhor o processo ser acompanhado por *alguém com outro ponto de
vista
*".*(Expresso 31.01.09)

*Carlos Guerra,* que em 2002 presidia o Instituto da Conservação da
Natureza, *foi quem possibilitou* a construção do maior outlet da Europa em
Alcochete, ao dar 'luz verde' ao Freeport. Sem o parecer positivo do INC, o
projecto nunca teria avançado.
*Dois anos depois, Carlos Guerra foi trabalhar como consultor para Manuel
Pedro.**

*A entidade na altura presidida por Carlos Guerra tinha o poder de veto em
termos técnicos e* rejeitou o projecto Freeport em 2001*. No entanto, em
Março de 2002 viabilizou a prova desde que fosse feitas algumas alterações,
explica o semanário.
Pela mão de Manuel Pedro, Carlos Guerra foi depois trabalhar para uma
empresa da Sociedade Lusa de Negócios que fez o plano de pormenor de outro
projecto de grandes dimensões em Alcochete - o núcleo turístico da Barroca
d'Alva. *(Expresso 21.02.09)*


*Um dos procuradores* portugueses no Eurojust, órgão que estabeleceu *a
ligação* entre as autoridades portuguesas e inglesas nas investigação ao
caso 'Freeport', *é irmão de Carlos Guerra*, o ex-presidente do Instituto de
Conservação da Natureza (INC) que viabilizou a construção do maior outlet da
Europa.
A notícia é avançada este domingo pelo canal de televisão SIC Notícias,
segundo o qual o procurador da República José Eduardo Guerra foi destacado
pelo Governo de José Sócrates para o Eurojust a 01 de Outubro de 2007, por
despacho do ministro da Justiça, Alberto Costa, e o ministro dos Negócios
Estrangeiros, Luís Amado.
*Aquando a nomeação de José Guerra para o Eurojust*, órgão de cooperação
judiciária europeia por onde passou a recente carta rogatória enviada pelas
autoridades ingleses nesta investigação,* já decorriam* as investigações ao
caso 'Freeport', indica o canal televisivo.
A SIC Notícias revela ainda que o *presidente português do Eurojust*, José
Luís Lopes da Mota
, *foi colega de Governo de José Sócrates *e viu a
nomeação renovada por este Executivo, em 24 de Abril 2007. Foi secretário de
Estado da Justiça de António Guterres, entre *Março de 1996 e Outubro de
1999* e terá sido indicado pela primeira vez para a equipa que constituiu o
Eurojust pelo próprio Governo de António Guterres conta a SIC Notícias.
*O outro membro nacional do Eurojust é António Luís dos Santos Alves*, que
também viu a nomeação renovada pelo actual Governo português em Abril de
2007. Foi Inspector-geral do *Ambiente* entre *Dezembro de* *2000 e Agosto
de 2002*, por *escolha e nomeação do próprio José Sócrates.**
*A nomeação de Carlos Guerra para presidente do INC foi feita pelo governo
de António Guterres.
Na família Guerra há ainda um terceiro irmão, diz a SIC Notícias. Trata-se
do procurador da República João Guerra, que liderou as investigações do
processo Casa Pia.* **(CM 22.02.09)*



As antigas secas, que ocupam entre 15 a 20 hectares, integram a Zona de
Protecção Especial do Tejo, criada em 1994, e fazem parte da Reserva
Ecológica Nacional. Duas das três *secas são hoje propriedade da empresa
norte-americana Sulway.* A outra foi comprada por uma empresa local, a Ponte

No âmbito das medidas de minimização pela construção da Ponte Vasco da Gama,
o Governo equacionou seriamente a *expropriação* destes terrenos. *Manuel
Pedro
*, que chegou a ser recebido no gabinete do então ministro do
Equipamento Social, João Cravinho, foi uma das pessoas que mais diligências
efectuaram para que a expropriação não fosse efectuada, acenando já então
com o desenvolvimento de projectos turísticos para a zona.
No ano em que *Carlos Guerra* trabalhou para *Manuel Pedro, a
Sulway*comprou também a chamada "seca do meio", que tinha um
arrendatário especial.
Era ali que estava instalada outra das empresas de Manuel Pedro, a Sociedade
Europeia de Aquacultura *(SEA).* Entre 1999 e 2000, as instalações da SEA
foram subalugadas ao Estado por Manuel Pedro para sede da equipa de missão
criada pelo Governo, em 1998, para gerir as salinas do Samouco. Os projectos
da empresa norte-americana, que incluem, entre outros equipamentos, a
construção de um hotel de apartamentos e de um aldeamento turístico, deram
entrada na Câmara de Alcochete com a identificação *Sulway/SEA* . A consulta
pública do EIA terminou em Janeiro. Para o projecto da Ponte Pedrinha já foi
emitida, em Março do ano passado, uma Declaração de Impacto Ambiental
favorável, embora condicionada. Os estudos de impacto foram feitos pela
empresa de *José Manuel Palma*, *o antigo presidente da Quercus que
contratou Manuel Pedro para assessor* jurídico da equipa de missão para as
salinas do Samouco. O PÚBLICO tem tentado, em vão, contactar Carlos Guerra,
que regressou à administração pública em 2005, depois da vitória do PS.
Actualmente é responsável pela gestão do PRODER, o programa de
desenvolvimento rural co-financiado pela Comissão Europeia. *(Publico
22-02-09)*



 

PASTA Nº 35

A Quadrilha do Janeca

A Quadrilha do Janeca e as suas relações "enévoadas"

Na Praça da Figueira o Golpe da Quadrilha do Janeca passou pela vitória da Comporest (Companhia Portuguesa de Estacionamento) no concurso da Câmara, para logo de seguida a Bragaparques comprar (em 1998) a empresa e executar a obra. 20% de presente para a quadrilha, que insentou de imediato o Névoa de facturas e documentos. O vice Godinho ameaçou denunciar a situação e como tal já morreu. Quando o Janeca saiu a dívida já ultrapassava os 59 milhões a fornecedores e 471 milhões a terceiros. Em 9 de Maio de 1996 novo golpe foi preparado: a EPUL recebeu ordens para lançar um concurso limitado aos amigos (por convite) para um parque subterrâneo no Martim Moniz. Ganhou, como já tinha sido decidido, a Bragaparques. Encaixou 12,5 milhões (20% para a quadrilha) e não 3,5 como diz o Janeca. A quadrilha já existia em 1993 e tinha lá instalado o deficiente mental Sem-Paio, marioneta do Janeca. Foi ele que deu ordens para a construção do parque da Praça da Figueira. No tempo do Janeca as obras sem licença eram muitas. O "El Corte Inglés" só teve licença de obra a um mês de estar pronto. E a Quadrilha encaixou muito dinheiro com este golpe.

O Ministério Público, há semelhança do que fez com o livro do Rui Mateus, acobardou-se. No livro do Lopes estão lá descritas todas as trafulhices da Quadrilha do Janeca. Para o Parque Mayer o Janeca convidou o Gehry, sem concurso. Por alguma razão o mandatário financeiro da candidatura do monhé do PS à Câmara de Lisboa, o Sanches, mandou averiguar o passado do Janeca. Ele lá sabe do que fala!

 

PASTA Nº 36

Gang dos MacQuecas

Tenente Proveta conta toda a Verdade!

 

RIAPA - Tenente Proveta, quem são estes pais ?
Proveta - São pais tipicamente ingleses, que gostam muito de ir para os copos, como gostavam os pais do Zé Luis, e só regressam a altas horas da noite, se conseguirem chegar a casa. Não é por acaso que após a Maddie já desapareceram, só em Londres, 1250 crianças.
RIAPA - É verdade que os ingleses têm como hábito drogar os filhos a seguir ao jantar?
Proveta - "Calpol" é o nome da droga legal mais vendida em Inglaterra, para pôr as crianças a dormir. Mal calculado mata!
RIAPA - Foi o excesso de "Calpol" que matou a Maddi ?
Proveta - Não, foi a falta de "Calpol" que a matou!
RIAPA - Falta?!
Proveta - Os MacQuecas queriam ir para o restaurante às 18H00, como já era costume, e não desejavam ser incomodados até ao dia seguinte, mas o "Calpol" acabou antes da Maddie, e em Portugal não se vende, porque é considerado uma droga. E assim ela não queria dormir e berrou...berrou, até a fininha, uma alcoólatra lhe dar uma panada que a colou à parede e depois ao chão. Ficou a dormir definitivamente. Houve saída de fluidos da boca para uma parede e para o cortinado. Estes vestígios de sangue foram lavados, mas não o suficiente. Noutros locais os cães detectaram odôr a sangue, mas não se conseguiu extrair as manchas, mesmo depois de terem pedido a ajuda ao maior especialista do Mundo, o Paçoarquiano João Gordo, dono do talho mais famoso da vila.
RIAPA - E depois ?!
Proveta - Foi o pânico ! Havia uma terceira pessoa presente, a que costumava estar nas orgias. Entre os amigos havia pessoas muito influentes no Governo Inglês, que telefonaram de imediato para Londres. Pelas 23H00 interceptámos um telefonema do John Buck, embaixador britânico em Portugal, para o Director Nacional da PJ, o Alípio, que estava nos copos com os amigos, a tentar influênciar o rumo das investigações. Queria que seguissem o rumo do rapto. Mas o Olegário, que é tão esperto como o Ratinho Blanco, não foi na conversa.
RIAPA - E os amigos?!
Proveta - Trataram do "funeral" da pequena. Os nossos cães, o Lopes e o Bugio, detectaram odores a cadáveres na praia da Luz. Eles não enterram o corpo...
RIAPA - Disse "cadáveres"?!!
Proveta - A comunidade inglesa é muito esquisita. Já houve outros desaparecimentos, mas eram adultos. E nem estou a contar com os pedófilos identificados. Mas como ia dizendo, o areal tem pouca profundidade. Portanto, havia duas posibilidades: ou atiraram a miúda ao mar ou esconderam o corpo numa gruta, para mais tarde o irem buscar. Se o atirassem ao mar, de certeza que mais tarde ou mais cedo apareceria preso em alguma rede, porque há lá muitas. A solução era colocá-lo dentro se um saco do lixo e afundá-lo com pedras. Estamos a vasculhar o fundo. Mas houve um comportamento muito suspeito dos pais: todos os passeios foram feitos junto às muitas grutas que existem.
RIAPA - E o Murat?
Proveta - Conhece a zona toda, tem muitos contactos e é um ganâncioso. Possivelmente foi ele que escondeu o corpo, talvez em alguma gruta em que só há acesso pelo mar, e em profundidade. Em certos locais é necessário usar garrafas para chegar às grutas. O Lopes detectou o cheiro a cadáver no cimo de um penhasco, mas mijou para uma fenda profunda.
RIAPA - O senhor já sabe quem matou a miúda ?
Proveta - Pertence ao Gang dos MacQuecas, que estavam a jantar juntos naquela noite. Eles vieram para a Luz para fazerem as suas orgias! Em Inglaterra já estão referenciados por isso e por muito mais!

 

 

PASTA Nº 37

A Doença de Minamata

Tomoko no Banho

A Chisso Corporation foi fundada em 1908 por Shitagau Noguchi para produzir carbonetos (especialmente carboneto de cálcio, base de vários adubos). O local escolhido para a fábrica foi Minamata, na perfeitura de Kumamoto, no Japão. Hoje em dia a empresa é conhecida pela produção de cristais líquidos para ecrãs LCD. Nos anos 40 começou também a fabricar acetaldeído, usando um catalisador de mercúrio. Os resíduos da fábrica eram despejados directamente na baía de Minamata. Sabe-se que os compostos de mercúrio entram facilmente na cadeia alimentar. Absorvidos pelos peixes, passam aos animais piscívoros e ao homem. No Japão opeixe é a base dieta da população. Ao contrário de outros venenos, os metais pesados (entre os quais o mercúrio) não são eliminados pelos organismos vivos e vão-se acumulando no corpo humano. Em 1956 uma doença desconhecida atacou o sistema nervoso central, a Doença de Minamata, e assumiu proporções epidémicas. Houve milhares de pessoas afectadas (especialmente crianças) e dezenas de mortes. Os animais começaram a ter comportamentos estranhos: os gatos enlouqueceram e suicidavam-se por afogamento; centenas de aves caíam mortas do céu. Só em 1963 é que foi clinicamente demonstrada a ligação à absorção de mercúrio. A Chisso negou responsabilidades e o governo protegeu-a. Em 1969 os doentes processaram a fábrica, dando início a décadas de acção legal e política com ramificações até aos di